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Introdução

Chamado de "Slackware para donas de casa" e, pior ainda, "Slackware para donas de casa com tempo sobrando", o Gentoo foi criado pelo americano Daniel Robbins, contribuidor assíduo e de longa data do IBM developerWorks e ex-desenvolvedor do FreeBSD. O nome da distro remete à espécie de pinguim Pygoscelis papua, a mais veloz nadadora de todas, cujo nome vulgar em inglês é Gentoo penguin.

Com o objetivo de integrar tecnologias interessantes do FreeBSD ao GNU/Linux, principalmente o sistema de pacotes Ports, o Gentoo acabou tornando-se uma meta-distribuição — isto é, um conjunto de softwares adequados à criação de distribuições GNU/Linux. Por realizar a compilação de todos os pacotes com os parâmetros desejados no GCC — leia-se otimizações específicas para o processador em uso — acreditava-se que o Gentoo seria capaz de superar a velocidade de todas as demais distribuições GNU/Linux, o que nem sempre se confirma.

Quando alcançou a qualidade necessária para dispor de um público mais numeroso (por volta de 2004), o Gentoo chegou a desfrutar de um intenso crescimento com relação a sua base instalada — conforme noticiou a NetCraft com relação a servidores web.

“Quando comecei a usar o Gentoo, em 2003, ele tinha poucos usuários, mas sua comunidade era verdadeiramente empenhada em promover a distribuição. Devido à necessidade de administrar o sistema no baixo nível e com auxílio da excelente documentação, posso dizer que boa parte do que eu sei sobre GNU/Linux aprendi com o simples uso do Gentoo.” (HESS, 2011)

A notícia de 2011 sobre o abandono da documentação em português foi o um golpe duro para a manutenção da popularidade da distribuição no Brasil. Gentoo tem a fama de não ser uma distribuição para iniciantes, que, no entanto, traz muito bons resultados em servidores, que felizmente não chega a ter problemas com a falta de documentação em português por se tratar de um público menos dependente de questões idiomáticas.

Antes da Instalação

Planejamento

O planejamento da instalação de qualquer sistema é primordial para antever problemas, minimizar eventuais dificuldades, para tanto na Tabela 1 a seguir sumariza os detalhes da instalação a ser realizada.

Tabela 1: Resumo do plano de instalação

ItemValor
DistribuiçãoGentoo
Versãon/a
ArquiteturaAMD64
RAM1 GB
VídeoGenérico
Memória de vídeo128 MB
Discos1
Tamanho58 GB
Partição 1Primária /boot 1G bootável
Partição 2Primária /var 2G
Partição 3Primária / 53G
Partição 4Primária swap 2G

Duas são as formas mais comuns de instalação do Gentoo: 1- a partir de um CD mínimo de instalação; 2- a partir de um LiveDVD. O segundo método traz a vantagem de se dispor de um computador operacional enquanto se efetua a instalação, por isso será a base deste texto.

Execução do Live

Inicialmente baixar o LiveDVD do Gentoo no URL <https://www.gentoo.org/downloads/> e depois grava-lo na mídia adequada. Por se tratar de um arquivo muito grande (mais de 2 G bytes), mesmo com conexão banda larga este download pode ser uma operação bastante demorada, talvez mais de uma dezena de horas. Por outro lado, qualquer Live possibilita a instalação, não só o LiveDVD do Gentoo.

Inserir a mídia no leitor e energizar (ou reinicializar) o sistema de forma que o Live seja executado. Pode ser necessário alterar configurações no setup da máquina para que a partida se dê do leitor de mídias óptica (ou equivalente).

Particionamento

Ainda como um preparo à instalação efetua-se o particionamento do disco. Como todo LiveCD/DVD tem disponível uma ferramenta de particionamento utilizar aquela que estiver disponível, seguir o plano de instalação para particionar o disco presente no sistema.

Listagem 1: Relatório de particionamento

DeviceBootStartEndSectorSizeIDType
/dev/sda1*2048209919920971521G83Linux
/dev/sda22099200629350341943042G83Linux
/dev/sda3629350411744255911114905653G83Linux
/dev/sda411744256012163481541922562G82Linux swap / Solaris

A seguir efetuar a formatação e montagem das partições como segue no código abaixo.

Código  1: Sequência de preparo e montagem de file-systems

# mke2fs -v -c -t ext4 -L root /dev/sda3
# mkdir /mnt/gentoo
# mount /dev/sda3 /mnt/gentoo
# mke2fs -v -c -t ext3 -L boot /dev/sda1
# mkdir /mnt/gentoo/boot
# mount /dev/sda1 /mnt/gentoo/boot
# mke2fs -v -c -t ext4 -L var /dev/sda2
# mkdir /mnt/gentoo/var
# mount /dev/sda2 /mnt/gentoo/var
# mkswap -c /dev/sda4
# swapon /dev/sda4

Na presente situação a máquina conta com sistemas de arquivo funcionais, onde serão gravados os componentes do Gentoo.

Fazer corrente o caminho /mnt/gentoo (cd /mnt/gentoo).

Efetuar o download do stage3 e do portage disponíveis para a arquitetura da máquina.

Para determinar o URL para o download do stage3, de onde será efetuado o wget é necessário navegar com o browser do LiveCD ao URL <https://www.gentoo.org/downloads/> e copiar o endereço do stage3 (na época da redação deste texto:  <http://distfiles.gentoo.org/releases/ amd64/autobuilds/20181111T214502Z/stage3-amd64-20181111T214502Z.tar.xz>). Ou então executar o Código 2 a seguir, o qual efetua o download do stage3 em sua última versão.

Código  2: Comandos para download da última versão do Gentoo

wget "http://distfiles.gentoo.org/releases/amd64/autobuilds/latest-stage3-amd64.txt"
export CORRENTE=$(tail -1 latest-stage3-amd64.txt | cut -d " " -f "1")
export STAGE3=$(echo ${CORRENTE} | cut -d "/" -f "2")
wget "http://distfiles.gentoo.org/releases/amd64/autobuilds/${CORRENTE}"
rm -f latest-stage3-amd64.txt

O próximo passo é efetuar o download do portage que pode ser obtido no URL <http://distfiles.gentoo.org/releases/snapshots/portage-latest.tar.bz2>. Para tanto utilizar o Código 3 a seguir.

Código  3: Comando para download do portage

wget "http://distfiles.gentoo.org/snapshots/portage-latest.tar.bz2"

Com a “matéria prima” em mãos, desempacotar o stage3 e o portage com os seguintes comandos, exatamente como mostrados no Código 4.

Código 4: Desempacotamento do stage3 e do portage

# mkdir current-stage3
# mv ${STAGE3} current-stage3
# tar xpf current-stage3/${STAGE3}
# tar -jxpvf portage-latest.tar.bz2 -C /mnt/gentoo/usr

Obs.: o nome do arquivo compactado do stage3, ainda deve estar disponível na variável $STAGE3, portanto, o comando pode ser alterado para: tar xpf $STAGE3 evitando dificuldades com a determinação do nome do compactado do stage3.

A seguir é necessário criar o ambiente para a instalação poder ser efetuada. Os pontos de montagem /proc/, /sys/, e /dev/ serão montados com os comandos do Código 5 abaixo, sendo que a cópia de resolv.conf faz com que não se perca a capacidade de navegação na Internet.

Código  5: Comandos de montagem de ambiente

# cp -L /etc/resolv.conf /mnt/gentoo/etc/
# mount -t proc proc /mnt/gentoo/proc
# mount --rbind /sys /mnt/gentoo/sys
# mount --rbind /dev /mnt/gentoo/dev

Para o uso do systemd é necessário executar os comandos do Código 6 a seguir.

Código  6: Pontos de montagem para uso do systemd

# mount --make-rslave /mnt/gentoo/sys
# mount --make-rslave /mnt/gentoo/dev

Os comandos do Código 7 permitem que se passe a operar no novo ambiente em que será instalado o Gentoo.

Código  7: Comando de ingresso ao novo ambiente

# chroot /mnt/gentoo /bin/bash
# source /etc/profile
# export PS1="(chroot) $PS1"

Depois seleciona-se o perfil a ser empregado ao sistema predefinindo uma série de opções de compilação, isto é feito com o uso dos comandos do Código 8.

Código  8: Sequência de seleção de perfil do sistema

# eselect profile list
# eselect profile set 12

Obs.: utilize o número do profile escolhido no comando acima

A seleção de perfil requer alguma familiaridade com o Gentoo, mas para uma orientação superficial deve-se ter em mente:

  • Não selecionar perfis terminados por números impares (por exemplo 17.1);
  • Selecionar uma opção com systemd se for usá-lo;
  • Para segurança reforçada selecionar hardened;
  • Para sistemas 64 bits puros (sem bibliotecas 32 bits) selecionar no-multilib;
  • Para utilizar gnome selecionar desktop/gnome;
  • Para utilizar kde selecionar desktop/plasma.

A seleção de idioma deve ser realizada pela adição no arquivo /etc/locale.gen das indicações de idioma e encoding de caracteres, vide Código 9.

Código  9: Configuração de idioma do sistema

# echo "pt_BR.UTF-8 UTF-8" >> /etc/locale.gen
# echo "pt_BR ISO-8859-1"  >> /etc/locale.gen
# nano /etc/env.d/02locale

Digitar o conteúdo da Listagem 2 no arquivo 02locale.

Listagem 2: Conteúdo do arquivo 02locale

LANG="pt_BR.UTF-8"
LC_COLLATE="C"

Neste ponto deve-se atualizar o ambiente com os ajustes recém efetuados até o momento.

Código  10: Sequência de atualização de ambiente

# env-update && source /etc/profile 
# locale-gen
# export PS1="(chroot) $PS1"

Editar o arquivo make.conf (/etc/portage/make.conf) que ‘controla’ a compilação pelo portage. A leitura do segmento sobre o make.conf da wiki do Gentoo (<https://wiki.gentoo.org/wiki//etc/portage/make.conf>) é altamente recomendada.

A Listagem 3 traz a sugestão de conteúdo para o arquivo dadas por “eu20noel” (<https://www.vivaolinux.com.br/~eu20noel>) usuário do Viva-o-Linux, disponível em <https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Instalando-o-Gentoo-2018?pagina=2> com acesso realizado em 14/nov./2018.

Listagem 3: Sugestão de conteúdo para make.conf

CFLAGS="-march=native -fomit-frame-pointer -O2 -pipe"
CXXFLAGS="${CFLAGS}"
CHOST="x86_64-pc-linux-gnu"
FEATURES="ccache parallel-fetch parallel-install sandbox"
ACCEPT_KEYWORDS="amd64" 
MAKEOPTS="-s -j5" #número de nucleos +1, se tem quatro núcleos vira 5
ACCEPT_LICENSE="*" #aceitar automaticamente as licenças
AUTOCLEAN="yes" #limpar automaticamente

GENTOO_MIRRORS="http://gentoo.c3sl.ufpr.br/ http://gentoo.lcc.ufmg.br"

INPUT_DEVICES="evdev keyboard synaptics mouse"
VIDEO_CARDS="amdgpu radeonsi" #se usa intel, troque por intel, ou nvidia etc
AUDIO_CARDS="intel" #troque pela sua placa de áudio

USE="xft -gpm" #aqui você coloca as flags globais que você deseja ou não na compilação dos pacotes

EMERGE_DEFAULT_OPTS="--ask --jobs=5 --load-average=5 --autounmask-write=y --with-bdeps=y --quiet-build=y --keep-going=y" #instruções extras para compilação
CCACHE_DIR="/var/tmp/ccache"
CCACHE_SIZE="2G"

LINGUAS="pt_BR" #pacotes compilados para o português Brasil

Efetuar a sincronização da árvore do portage, e a seguir a atualização do sistema, como mostrado no Código 11.

Código  11: Sequência de atualização do sistema

# emerge --sync
# emerge -auDNtv @world

Obs.: esta é uma operação demorada

INSTALAÇÃO

Pré-instalação concluída, inicia a compilação do kernel com o uso da ferramenta genkernel. Será utilizada a ferramenta pois admite-se que aqueles que já sabem instalar o Gentoo, não necessitam deste texto.

Baixar os códigos fonte do kernel

Com o Código 12 os códigos fonte serão baixados.

Código  12: Comando para baixar código fonte do kernel

# emerge -av sys-kernel/gentoo-sources

Com o Código 13 é possível baixar o genkernel, que se encarregará de fazer a maior parte do trabalho.

Código  13: Download do genkernel

# emerge --autounmask -av genkernel 

Compilação do kernel

Inicie a execução do genkernel com o comando mostrado no Código 14.

Código  14: Disparo da execução do genkernel

# genkernel --menuconfig --install all

Obs.: Esta é a etapa mais demorada do processo, podendo levar algumas horas.

Ao iniciar a execução genkernel apresenta um completo menu de opções de compilação e inclusão de módulos e opções, como mostra a Figura 1.

Figura  1: Menu de configuração de kernel do genkernel

Após a compilação algumas configurações básicas devem ser feitas.

Configuração FSTAB

A fstab (File System Table) localiza-se dentro do /etc. É um importante arquivo de configuração do GNU/Linux. Ele é lido na inicialização do sistema e é ele que diz ao sistema o que montar, onde montar e os parâmetros de montagem.

Outras utilizações da fstab são definir quem (usuário) pode montar drives (fd0, cdrom) e facilitar a montagem de drives mapeados ou de outras partições no disco.

Cada linha do arquivo se refere a montagem de um dispositivo ou uma partição e é formada por seis (06) colunas, sendo:

Tabela 2: Função das colunas de fstab

ColunaFunção
1Partição ou dispositivo a ser montado
2Ponto de montagem
3Tipo de sistema de arquivos
4Opções de montagem
5Opção de DUMP do sistema para back-up
6Prioridade de verificação

 Editar o arquivo /etc/fstab deforma que seu conteúdo fique semelhante ao mostrado na Listagem 4.

Listagem 4: Conteúdo da fstab

/dev/cdrom /mnt/cdrom auto noauto,ro 0 0
/dev/sda3 / ext4 noatime 0 1
LABEL=boot /boot ext3 noatime 0 2
LABEL=var /var ext4 noatime 0 2
/dev/sda4 none swap sw 0 0

Denominação de rede da máquina

Editar o arquivo /etc/conf.d/hostname colocando o nome desejado para que a máquina seja conhecida na rede, por exemplo como mostra a Listagem 5.

Listagem 5: Conteúdo do arquivo hostname

# Set to the hostname of this machine
hostname="gentoo"

Seleção de horário do sistema

Editar o arquivo /etc/conf.d/hwclock para informar o modo de funcionamento do mesmo entre local ou UTC. A Listagem 6 exemplifica isso.

Listagem 6: Configuração de modo de horário

# Set CLOCK t "UTC" if your hardware clock is set to UTC (also know as
# Greenwich Mean Time). If that clock is set to the local time, then
# set CLOCK to "local". Note that is you dual boot with Windows, then
# you shuold set it to "local".
clock="local"
# If you want the hwclock script to set the system time (software clock)
# to match the current hardware clock during bootup, leave this
# commented out.
# However, you can set this to "NO" if you are running a modern kernel
# and using NTP to synchronize your system clock.
#clock_hctosys="YES"
# If you do not want to set the hardware clock to the currente system
# time (software clock) during shutdown, set this to no.
#clock_systohc="YES"

# If you whish to pass any other arguments to hwclock during bootup,
# you may do so here. Alpha users may wish to use --arc or --srm here.
clock_args=""

Configuração de layout de teclado

Editar o arquivo /etc/conf.d/keymaps para determinar a disposição de teclas do teclado, mudando o conteúdo da linha keymap="us" para como mostra a Listagem 7.

Listagem 7: Conteúdo do arquivo keymaps

# Use keymap to specify the default console keymap. There is a complete
# tree of keypams in /usr/share/keymaps to choose from.
keymap="br-abnt2"

Configuração de fuso horário

A configuração de fuso horário se dá pela cópia de um dos arquivos presente na árvore /usr/share/zoneinfo para o diretório /etc com o nome localtime, como exemplificado no Código 15.

Código  15: Procedimento de ajuste de fuso horário

cp /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime

Pacote adicionais

Existem alguns pacotes importantes de serem adicionados à instalação do Gentoo, são eles:

  • sysklogd Daemon do sistema de log
  • cronie Daemon de agendamento de tarefas (cron)
  • dhcpcd Daemon do cliente DHCP

Particularmente nesta instalação exemplo será usado IP fixo (192.168.0.6), o que permitiria a dispensa da instalação do dhcpcd.

Instalar os pacotes sugeridos conforme o mostra o Código 16 a seguir.

Código  16: Instalação de pacotes

# emerge -av app-admin/sysklogd
# emerge -av sys-process/cronie
# emerge -av net-misc/dhcpcd

Após a instalação é necessário ajustar a execução dos mesmos na inicialização do sistema como o Código 17 ilustra.

Código  17: Ativação de daemons no boot

# rc-update add sysklogd default
# rc-update add cronie default
# rc-update add dhcpcd default

Linux-Firmware

O Código 18 mostra o comando para instalar o Linux-firmware

Código  18: Instalação do linux-firmware

# emerge -av linux-firmware

Instalação do Grub

O Código 19 mostra a instalação e configuração do gerenciador de boot grub

Código  19: Sequência de instalação e configuração do grub

# emerge -av sys-boot/grub
# grub-install /dev/sda
# grub-install --target=x86_64-efi --efi-directory=/boot
# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

Obs.: A linha grub-install --target=x86_64-efi --efi-directory=/boot só é usada em sistemas com uefi

Como última configuração é necessário criar a senha de root para elevar o nível de segurança do sistema com o comando passwd.

Reinicialização

Feito isso é necessário desmontar os pontos montados e reinicializar o novo sistema operacional a partir do disco rígido onde foi instalado. Para tanto durante o reboot retire a mídia do LiveDVD do leitor. O Código 20 demonstra a sequência a ser realizada.

Código  20: Sequência de finalização e reboot do sistema

# exit
# cd
# umount -l /mnt/gentoo/dev{/shm,/pts,}
# umount -R /mnt/gentoo
# umount /mnt/cdrom
# reboot

Após a reinicialização recebe-se a tela de seleção de sistema operacional para ser executado, como ilustra a Figura 2.

Figura  2: Menu de boot do grub

Então recebe-se a solicitação de login do Gentoo, conforme a Figura 3.

Figura  3: Login do gentoo

Pós Instalação

O primeiro ato depois de logado à nova instalação do Gentoo deve ser atualizado como mostrado no Código 21 a seguir, primeiro promovendo a sincronização e então a atualização.

Código  21: Sequência de atualização do Gentoo

# emerge --sync
# emerge --update --deep --with-bdeps=y --newuse @world

Obs.: Esta atualização pode ser muito demorada.

A seguir algumas ações a serem tomadas envolvem configurar a operação da interface de rede em modo IP fixo (192.168.0.6 é o IP designado para esta máquina), adicionar um usuário para atividades administrativas (administrator), e preparar o sistema de arquivos para trabalhar em grupos.

Configuração de IP Fixo

Configurar a interface de rede para operar com IP Fixo inicia com a criação de um link simbólico entre o arquivo net.lo (/etc/init.d/net.lo) e um arquivo denominado também net, no entanto, terminado com o nome da interface sendo configurada como mostra o Código 22.

Código  22: Criação do controle de interface

# cd /etc/init.d
# ln -s net.lo net.enp0s3

A seguir no diretório /etc/conf.d o arquivo net deve ser criado (ou editado) parametrizando IP máscara e rota das interfaces configuradas como mostram as Listagens 8 e 9.

Listagem 8: Configuração usando a notação CIDR

# Para IP estático usando notação CIDR
config_enp0s3=("192.168.0.6/24")
routes_enp0s3=("default via 192.168.0.1")

Listagem 9: Configuração usando notação netmask

# Para IP estático usando notação netmask
config_enp0s3=("192.168.0.6 netmask 255.255.255.0")
routes_enp0s3=("default gw 192.168.0.1")

Obs.: a conexão se faz pela extensão do arquivo net com os finais dos nomes dos parâmetros.

Os comandos do Código 23 ativam e desativam a interface de rede.

Código  23: Comandos de ativar e desativa a interface de rede

# /etc/init.d/net.enp0s3 start
# /etc/init.d/net.enp0s3 stop

O Código 24 mostra como colocar a ativação na inicialização do sistema.

Código  24: comando de inserção da ativação na inicialização

# rc-update add net.enp0s3 default

Durante a resolução de problemas de rede, é recomendável configurar o arquivo /etc/conf.d/rc com RC_VERBOSE="yes", para obter mais informações sobre eventuais problemas.

Ajustes de inicialização de sessão

Editar o arquivo /etc/skel/.bashrc e próximo a seu final acrescente a linha mostrada no Código 25 a seguir.

Código  25: Alias adicional para /etc/skel/bashrc

alias ll=”ls -lAF”

Adição de usuário para funções administrativas

Para adicionar usuários no Gentoo há o comando useradd que deve ser utilizado como exemplificado no Código 26.

Código  26: Adição de usuário com home, grupos e shell

# useradd -m -G users,wheel -s /bin/bash administrator

Para incluir usuários a grupos deve-se editar o arquivo /etc/group.

Ajustes no FS para operação em equipes

Editar o arquivo /etc/profile e alterar o valor de umask de 022 para 002. Editar também o arquivo /etc/logins.defs e efetuar a mesma alteração.

Administrar os direitos de acesso da árvore de diretórios /home conforme a sequência mostrada no Código 27.

Código  27: Administração do FS paa trabalho em equipes

# chmod -R g+rw /home/*
# find /home -type d | xargs chmod g+swr

Instalação de acessórios administrativos

Algumas ferramentas administrativas são extremamente úteis e para instala-las e remove-las utiliza-se o emerge, ferramenta do portage para gerenciar programas no sistema.

Código  28: Sequência de busca e instalação de aplicações

# emerge -S nome-do-programa (procura o programa)
# emerge -av nome-do-programa (instala o programa)

Na Listagem 10 a seguir está uma lista de sugestões a serem instaladas se desejado.

Listagem 10: Relação de programas sugeridos para instsalação

sudo Superuser Do
vim Editor de textos
ssh Acesso remoto por security shell
tree Exibidor de árvores de diretórios
gentoolkit Conjunto de ferramentas administrativas
pciutils Aplicação de exploração dos barramentos PCI

sudo

O pacote do sudo é instalado com o comando emerge. Para determinar o nome correto do pacote a ser instalado utiliza-se o emerge com a opção -S, como exemplificados no Código 29.

Código  29: Sequência de busca e instalação do comando sudo

# emerge -S sudo | less
# emerge -av app-admin/sudo

O resultado correto para a busca pelo sudo é mostrado na Listagem 11.

Listagem 11: Resultado para a busca pelo pacote sudo

*  app-admin/sudo
      Latest version available: 1.8.25_p1-r1
      Latest version installed: [ Not Installed ]
      Size of files: 3.116 KiB
      Homepage:      https://www.sudo.ws/
      Description:   Allows users or groups to run commands as other users
      License:       ISC BSD

Algumas medidas complementares devem ser adotadas, criar o grupo sudo e neste grupo adicionar os usuários administrativos devidos, como mostra a sequência de comandos no Código 30.

Código  30: Sequência complementar a instalação do sudo

# groupadd sudo
# nano /etc/group

Obs.: Com o nano adicionar o usuário administrator ao grupo sudo.

vim

O editor de texto VI-Improved pode ser instalado da mesma forma que foi o sudo, primeiro procurando o pacote devido e em seguida a própria instalação, como mostra o Código 31 onde se destaca o resultado correto da busca de pacote

Código  31: Sequência de instalação do editor vi

# emerge -S vim | less
*  app-editors/vim
      Latest version available: 8.0.1298
      Latest version installed: [ Not Installed ]
      Size of files: 13.084 KiB
      Homepage:      https://vim.sourceforge.io/ https://github.com/vim/vim
      Description:   Vim, an improved vi-style text editor
      License:       vim

# emerge -av app-editors/vim

ssh

O Secure Shell é um programa terminal criptografado que substitui o telnet e que por padrão é instalado junto com o Gentoo, mas que não é disparado automaticamente na inicialização.

Código  32: Sequência de inicialização automática do sshd

# rc-update add sshd default

Listagem 12: Informações sobre o openssh instalado com o Gentoo

*  net-misc/openssh
      Latest version available: 7.7_p1-r9
      Latest version installed: 7.7_p1-r9
      Size of files: 1.519 KiB
      Homepage:      https://www.openssh.com/
      Description:   Port of OpenBSD's free SSH release
      License:       BSD GLP-2

tree

O editor de texto VI-Improved pode ser instalado da mesma forma que foi o sudo, primeiro procurando o pacote devido e em seguida a própria instalação, como mostra o Código 33 onde se destaca o resultado correto da busca de pacote

Código  33: Sequência de instalação do comando tree

# emerge -S tree | less
*  app-text/tree
      Latest version available: 1.7.0
      Latest version installed: [ Not Installed ]
      Size of files: 46 KiB
      Homepage:      https://mama.indstate.edu/users/ice/tree/
      Description:  List directories recursively, and produces an indented listing of files
      License:       GPL-2

# emerge -av app-text/tree

gentoolkit

A coleção de ferramentas administrativas para o Gentoo é instalada da mesma forma, primeiro procurando o pacote devido e em seguida efetuando a própria instalação, como mostra o Código 34 onde se destaca o resultado correto da busca de pacote

Código  34: Sequência de instalação do gentoolkit

# emerge -S gentoolkit | less
*  app-portage/gentoolkit
      Latest version available: 0.4.2-r1
      Latest version installed: 0.4.2-r1
      Size of files: 3.141 KiB
      Homepage:      https://wiki.gentoo.org/wiki/Project:Portage-Tools
      Description:   Collection of administration scripts for Gentoo
      License:       GLP-2

# emerge -av app-portage/gentoolkit

pciutils

Uma coleção de utilitários que lidam com barramento PCI é instalada como as demais acima, como mostra o Código 35 onde se destaca o resultado da busca de pacote

Código  35: Sequência de instalação do pciutils

# emerge -S pciutils | less
*  sys-apps/pcutils
      Latest version available: 3.5.6
      Latest version installed: 3.5.6
      Size of files: 432 KiB
      Homepage: http://mj.ucw.cz/sw/pciutils/ 
 https://git.kernel.org/?p=utils/pciutils/pciutils.git
      Description:   Various utilities dealing with the PCI bus
      License:       GLP-2

# emerge -av sys-apps/pciutils

 

Conclusão

Com uma instalação no mínimo trabalhosa, o Gentoo exige um nível mediano de conhecimento por parte do operador, que pelo menos tem de ter claro como obter informações, para apoiar algumas tomadas de decisão a serem feitas no correr do processo de instalação.

 

Referências

eu20noel. Instalando o Gentoo 2018. Disponível em <https://www.vivaolinux.com.br/artigo/Instalando-o-Gentoo-2018?pagina=1>, acesso em 16/nov./2018

HESS, Pablo. Gentoo uma ótima distribuição em queda. Blog do developerWorks, 2011. Disponível em <https://www.ibm.com/developerworks/community/blogs/752a690f-8e93-4948-b7a3-c060117e8665/entry/gentoo_uma_otima_distribuicao_em_queda?lang=en_us>, acesso em 10/nov./2018

Gentoo Foundation Inc. Gentoo AMD64 Handbook – Gentoo Wiki. Disponível em <https://wiki.gentoo.org/wiki/Handbook:AMD64/pt-br>, acesso em 1º/nov./2018

Gentoo Foundation Inc. Handbook:AMD64/Portage/Tools. Disponível em <https://wiki.gentoo.org/wiki/Handbook:AMD64/Portage/Tools>, acesso em 17/nov./2018

SIMIONI, Dionatan. Aprenda a INSTALAR e CONFIGURAR o GENTOO Linux. Disponível em <https://www.diolinux.com.br/2017/07/aprenda-instalar-e-configurar-o-gentoo.html>, acesso em 16/out./2018

Introdução

O Slackware versão 14.2 foi lançado em julho de 2016 e é uma distribuição GNU[1]/Linux[2] de uso geral, criada por Patrick Volkerding[3] e iniciada em janeiro de 1993.

O Slackware considerado uma distribuição para iniciados, tem grande tradição em estabilidade, seus lançamentos podem não ter elevada frequência se comparada a outras distribuições, no entanto é muito confiável uma vez alcançado o status de estável.

Instalação

Toda instalação pode ser dividida em três intervalos, antes, durantes e depois da instalação.

O antes inclui definir a distribuição a utilizar, criar o plano de instalação, obter a distribuição, ultimar preparativos da instalação.

O durante, ou seja, a instalação propriamente, consiste em operações que visam particionar e formatar discos rígidos, transferir a imagem do sistema para o disco, e efetuar configurações básicas.

O depois pode ser resumido aos ajustes conforme necessidades específicas de aplicação, instalar pacotes adicionais e efetuar configurações mais detalhadas.

Para elaboração deste texto o objetivo é instalar o Slackware 14.2.

Os requisitos de instalação estão na Tabela 1 a seguir.

Tabela 1: Requisitos de instalação do Slackware 14.2

RAM (mínimo)

RAM (recomendado)

Disco Rígido (mínimo)

64 megabytes 1 gigabytes 5 gigabytes

Fonte: Sítio do slackware. Disponível em: <http://www.slackware.com/install/sysreq.php>, acesso em 01/out./2018

Um requisito adicional da instalação é acesso à Internet para atualização do sistema.

Pré-instalação

A Tabela 2 a seguir explicita algumas informações que poderão ser necessárias ou solicitadas durante a instalação do Slackware.

Tabela 2: Informações necessárias para instalação

Hardware Informação Que Pode Necessitar
Discos Rígidos Quantos possui.
A sua ordem no sistema.
IDE (também conhecido como PATA), SATA ou SCSI.
Espaço livre disponível.
Partições.
Partições para outros sistemas operativos.
Interfaces de rede Tipo/modelo de interfaces de rede disponíveis.
Placa de Vídeo Tipo/modelo e fabricante.

Configurações de rede

Se o seu computador estiver ligado a uma rede permanente (uma ligação Ethernet ou equivalente — não uma ligação dialup/PPP), que seja administrada por outros, deve perguntar ao administrador da rede as seguintes informações:

  • O seu hostname (em geral você mesmo poderá decidir).
  • O nome de domínio.
  • O endereço IP do seu computador.
  • A máscara de rede para utilizar na sua rede.
  • O endereço IP do gateway da rede para onde o sistema deve se encaminhar, se a sua rede tiver um gateway.
  • Qual será o servidor DNS (Domain Name Service).

No URL <https://mirrors.slackware.com/mirrorlist/> estão disponibilizados os endereços de diversos espelhos para o download do Slackware onde é possível escolher o mais apropriado para baixar a imagem de instalação. Tomando como base a imagem da versão 14.2 de julho de 2016, seu tamanho é de 2,58 G bytes (2.773.483.520 bytes) o que dependendo da velocidade de conexão e do espelho selecionado pode demorar várias horas de download.

Esta imagem pode ser gravada em um DVD. Se seu sistema for um Windows™ versão 7, ou mais recente, as mídias ópticas podem ser gravadas sem programas adicionais.

O planejamento da instalação envolve determinar o particionamento pretendido das unidades de disco, o padrão de teclado disponível para o console, localização geográfica e fuso horário pretendidos para uso e operação.

A seguir de forma simplificada apresentam-se os itens planejados para esta instalação:

Tabela 3: Plano de instalação simplificado

    1. Teclado ABNT2
    2. Localização do sistema América do Sul, Brasil, São Paulo
    3. Fuso horário UTC[4] -3:00
    4. IP da interface de rede será obtido por DHCP
  1. O hostname e domínio serão slack e starfleet
  2. Particionamento do disco de 58G bytes:
  • Partição 1 sda1       física      300 MB        /boot       ext4        bootable
  • Partição 2 sda2       física      2 GB                          swap
  • Partição 3 sda3       física      1 GB           /var        ext4
  • Partição 4 sda4       física      54,7 GB       /             ext4

Nota: Para efeito deste texto foi adotado um particionamento simplista

Efetuando a instalação

Carregando a mídia com a imagem de instalação e iniciando o computador será apresentada a tela representada na Figura 1.

Figura  1: Boot do CD de instalação do Slackware

Caso não sejam necessárias quaisquer opções adicionais para o boot, basta pressionar <ENTER> para prosseguir no processo de inicialização do Slackware e com sua instalação.

A partir daqui serão pouco mais de 25 passos para concluir a instalação e então passar à pós instalação.

Inicialmente é oferecida a escolha de layout (mapeamento) do teclado para o caso de este não ser US, como ilustrado na Figura 2 a seguir.

Figura  2: Seleção de layout de teclado

Optando por selecionar um mapeamento de teclado diferente será apresentado um menu de seleção com diversos diferentes mapas de teclado conforme ilustrado na Figura 3.

Figura  3: Menus de mapas de teclado

Será oferecido um teste para verificar a correta operação do teclado. Uma vez concluído o teste, o prompt de login é apresentado, neste ponto é possível efetuar login como root sem a necessidade de fornecer qualquer senha (vide Figura 4).

Figura  4: Login pré-instalação

A primeira providência para a instalação é particionar o(s) disco(s), para tanto pode ser usado o aplicativo fdisk, como mostra a Figura 5, na qual o parâmetro de chamada (disco a ser particionado) é o primeiro disco SATA (/dev/sda).

Figura  5: Chamada para execução do fdisk

 

Seguindo o plano de instalação uma partição bootável para “/boot” deve ser criada e como só haverá quatro (4) partições no total, esta pode ser primária, o que é exemplificado na Figura 6.

Figura  6: Criação de partição primária bootável

A seguir é criada a partição para a memória virtual do sistema como mostra a Figura 7.

Figura  7: Criação da partição swap

Seguindo com o plano de instalação a próxima partição a criar é para abrigar /var, de forma que o sistema de arquivos não seja preenchido por arquivos e log e caixas postais e outros itens normalmente presentes nessa árvore de diretório. A Figura 8 ilustra esta situação.

Figura  8: Criação da partição para /var

Por último será criada a partição raiz que abrigará todo o restante do sistema.

Figura  9: Criação da partição para root

A Figura 9 ilustra a criação desta última partição primária, cujo limite é de quatro partições, e dispensa, portanto, a indicação de qual partição se deseja criar, motivo do erro de operação representado.

A Figura 10 mostra o efeito da operação de gravação das partições e saída do fdisk, que leva à resincronização e consequente releitura da tabela de partição do disco.

Figura  10: Gravação das partições na tabela de partição

Na Figura 11 é mostrada a execução do comando fdisk -l que gera um relatório do particionamento de discos do computador.

Figura  11: Relatório de particionamento de discos

É importante observar os seguintes dois pontos:

  • a partição que abrigará /boot (300 M bytres) é bootável
  • a partição para memória virtual (2 G bytes) é do tipo Linux swap

Falando um pouco sobre particionamento de discos

Particionar discos é o ato de reparti-los em múltiplas unidades lógicas, chamadas partições, isto é, como se existissem múltiplos discos dentro de um só disco físico.

Imagine uma biblioteca com diversas seções. Cada seção contém múltiplos livros, cujo tema se insere nessa mesma seção. Um disco rígido pode ser a biblioteca, as partições do disco são as seções da biblioteca, e os arquivos de cada partição são os livros de cada seção.

Quando se instala mais que um sistema operacional (SO) no mesmo disco, é obrigatório utilizar partições diferentes, uma para cada sistema operacional (ou diferentes discos). Neste caso, o “tema” de cada partição (cada seção) é o SO. Mas também é possível criar-se partições para arquivos específicos, por exemplo, para arquivos de dados pessoais.

Existe um limite para o número máximo de partições que um disco pode ter. Um disco pode dividir-se num máximo de quatro partições primárias. Para contornar esta limitação é possível dividir o disco até três partições primárias e uma partição estendida. Uma partição estendida pode dividir-se em múltiplas partições lógicas. Cada partição primária e lógica opera como um disco individual.

Cada partição é formatada com um determinado sistema de arquivos, como o NTFS (Windows), HFS (Mac OS) ou Ext4 (Unix), embora existam muitos outros. Sistemas como o Linux necessitam também de uma partição dedicada à chamada memória virtual (swap). Sistemas como o Windows colocam o swap na partição do SO.

A utilidade do particionamento

Imagine que o seu disco tem apenas uma partição. O sistema operacional está instalado e os seus arquivos também estão lá gravados. Acontece uma catástrofe e um setor do disco é corrompido. Por azar, é um setor que impede a inicialização do sistema operacional. Se fossem duas partições, uma para o SO e outra para os dados, seria tão simples como instalar esse disco em outro computador e utilizá-lo para recuperar os dados da partição que ficou a salvo.

Vantagens

  • Ao separar o sistema operacional de programas e arquivos, é possível fazer backups de imagem do disco, para posterior restauro, em caso de catástrofe.
  • Permite separar grandes arquivos de cache, de log, paginação, hibernação, etc., ou seja, arquivos que mudam dinâmica e rapidamente de tamanho, numa partição à parte. Isto evita a fragmentação da partição do SO.
  • Permite manter programas e dados usados frequentemente próximos uns dos outros, o que no caso dos discos magnéticos, é fundamental por necessitar de menos deslocamentos das cabeças de leitura/escrita.
  • Permite instalar vários sistemas operacionais num mesmo disco.
  • Aumenta o desempenho geral do sistema, nos sistemas em que os sistemas de arquivos menores são mais eficientes.

Desvantagens

  • Reduz o espaço disponível, pois cada nova partição necessita de espaço para as áreas de administração do sistema de arquivos. O que é ridiculamente pequeno em relação à capacidade atual dos discos.
  • Pode reduzir a performance do acesso a arquivos quando este acesso é feito paralelamente e em múltiplas partições. Previne também que os desfragmentadores movam os arquivos de uma partição para próximo dos arquivos de outra partição. Motivo pelo qual a definição de um esquema de particionamento bem feito é crucial.
  • Atrasa a cópia de arquivos, que se realizada entre partições distintas força a duplicação dos dados ao invés de apenas mudanças nas áreas de administração do sistema de arquivos.

Tamanho da partição de memória virtual

Por exemplo, a recomendação da RedHat para um esquema de particionamento de sistemas x86/AMD64 é a seguinte:

  • Partição swap (2 G bytes)
  • Partição /boot (+/- 250 M bytes)
  • Partição / (> 1 G M bytes)
  • Partição /home (> 100 M bytes)

Uma partição swap (de não menos que 256 MB) é usada para suportar a memória virtual. Em outras palavras, os dados são gravados numa partição swap quando não há memória RAM suficiente para armazenar os dados que seu sistema está processando.

Nos últimos anos, a quantia de espaço de swap recomendada aumentou com a quantidade de RAM no sistema. Mas como a quantidade de memória nos sistemas aumentou em centenas de gigabytes, é agora reconhecido que o espaço de swap que um sistema precisa é função da carga de trabalho executando por aquele sistema.

O espaço swap geralmente é designado durante a instalação, mas determinar a carga de trabalho de um sistema neste ponto pode ser difícil.

No entanto, esta configuração não tem uma calibragem precisa para o sistema, portanto, use a Tabela 5, caso você precise que a quantia de espaço swap seja definida mais precisamente.

Tabela 4: Tamanhos mínimos das partições

Diretório Tamanho Mínimo
/ 250 MB
/usr 250 MB (evite colocar em uma partição separada)
/tmp 50 MB
/var 384 MB
/home 100 MB
/boot 250 MB

Tabela 5: Recomendação de tamanho de swap

Quantidade de RAM Espaço recomendado de Swap
4GB de RAM ou menos mínimo de 2GB de espaço de swap
4GB até 16GB de RAM mínimo de 4GB de espaço de swap
16GB até 64GB de RAM mínimo de 8GB de espaço swap
64GB até 256GB de RAM mínimo de 16GB de espaço swap
256GB até 512GB de RAM mínimo de 32GB de espaço swap

Ativação do programa instalador

Para iniciar o programa instalador do Slackware, utilize o comando setup, que conta com um menu de ações como ilustra a Figura 12.

Figura  12: Menu do programa de setup do Slackware

A ordem das opções determina as operações como serão efetuadas, logo inicialmente é feita novamente a seleção de mapeamento do teclado, que será a mesma já efetuada, como se viu na Figura 3. Para tanto ative a opção KEYMAP do menu (o restante do setup, desde que não interrompido, seguirá de forma contínua até seu término).

Definição dos pontos de montagem

Após a seleção do mapa de teclado, o setup detecta a partição de swap, anteriormente preparada e solicita que se confirme seus dados para ativação, como mostra a Figura 13.

Figura  13: Detecção e confirmação do local de swap

A próxima etapa é formatar e verificar a área de swap em busca de eventuais bad blocks, após o que é mostrada a linha a ser adicionada na fstab para montagem do swap no boot do sistema conforme a Figura 14.

Figura  14: Formatação, verificação e inclusão do swap na fstab

A seguir continua a varredura por partições a serem montadas durante o boot, e como root é uma partição obrigatória, é a próxima a ser indicada, conforme a Figura 15 ilustra.

Figura  15: Solicitação de indicação da partição /

Na sequência teremos o questionamento de formatação com ou sem busca de bad blocks e então a escolha de File-system a ser utilizado na formatação, tudo ilustrado nas Figuras 16 e 17 a seguir.

Figura  16: Formatação com ou sem teste de bad-blocks

Figura  17: Seleção de tipo de sistema de arquivos a utilizar

Uma vez feita a associação do ponto de montagem raiz com a partição e com o tipo de sistema de arquivos, passa-se à definição dos próximos pontos de montagem, iniciando pelo /boot conforme Figuras 18, 19 e 20.

Inicialmente escolhe-se a partição a ser configurada, na ilustração /dev/sda1.

A seguir escolhe-se como formatar a partição, com ou sem a verificação de bad blocks. Por ser uma partição pequena de apenas 300 M bytes, certamente não haverá grande acréscimo de tempo formatar com a verificação.

Finalmente, deve-se indicar o ponto de montagem no caso /boot.

Figura  18: Indicação de partições adicionais (/boot)

Figura  19: Busca de bad-blocks em partições menores é mais viável

Figura  20: Indicação de ponto de montagem da partição boot

Para finalizar a configuração das partições, como mostrado na Figura 21, seleciona-se /dev/sda3, reservada para ser /var.

Figura  21: Seleção de partição a configurar

Da mesma forma, escolhe-se como formatar a partição, com ou sem a verificação de bad blocks, que igualmente por ser uma partição pequena de apenas 1 G bytes, certamente não haverá grande acréscimo de tempo formatar com a verificação.

Em seguida indica-se qual será o ponto de montagem da partição, que segundo a Figura 22 será /var.

Figura  22: Definição do ponto de montagem da partição

Após definidas e configuradas todas as partições é apresentado o resumo da configuração a ser adicionada em /etc/fstab para permitir a montagem automática das partições durante o boot do sistema.

Figura  23: Configuração a acrescer em /etc/fstab

Fonte da instalação

Após feitas as configurações de discos e suas partições, é dada pelo programa de instalação a opção de escolha de uma entre sete origens do Slackware, conforme mostra a Figura 24.

Figura  24: Seleção da origem para instalação do slackware

Selecionada a fonte de instalação, é perguntado se deve ser feita uma varredura automática da localização dos pacotes disponíveis para instalação, ou indicação manual da mesma, conforme Figura 25, que ilustra também a varredura em transcurso.

Figura  25: Varredura de mídias pela fonte de instalação

Seleção de pacotes para instalação

Terminada a varredura da mídia de instalação, será apresentado um menu de seleção como mostrado na Figura 26.

Figura  26: Menu de seleção de pacotes a instalar

Os pacotes são divididos em grupos e estes grupos é que são selecionáveis. No menu subsequente é possível determinar o fluxo da instalação que pode ser, instalar tudo sem prompt de confirmação, como selecionado na Figura 27

Figura  27: Seleção de andamento da instalação

Figura  28: Confirmação da seleção de andamento da instalação

A própria instalação dos pacotes é sinalizada conforme progride, como mostram as Figuras 29 e 30.

Figura  29: Exibição do andamento da instalação

Figura  30: Exibição do andamento da instalação

Uma vez concluída a instalação de pacotes como sinalizado na Figura 31, a instalação segue para seus estágios finais.

Figura  31: Conclusão da instalação de pacotes do slackware

Última etapa da instalação

Neste ponto o instalador verifica se é desejado criar um flash memory stick (pen drive) de partida para contornar eventuais problemas de boot, o que só deve ser feito em caso de real interesse.

Figura  32: Criação ou não de Flash Disk de boot

Instalação do gerenciador de partida (LiLo)

Inicia-se então a instalação do gerenciador de partida, que definirá a resolução de tela ser usada. Na Figura 33 está o menu de instalação do LiLo (Linux Loader).

Figura  33: Menu de instalação do LiLo

A Figura 34 exibe a configuração de resolução nativa do console.

Figura  34:Configuração de uso de frame buffer

Figura  35:Informação de parâmetros adicionais de boot

Acima na Figura 35 é mostrada a caixa para entrada de parâmetros adicionais específicos de iniciação caso algum hardware assim exija.

Na sequência é solicitado o uso ou não de codificação UTF-8 na linha de comando, o que por padrão no slackware não é utilizado.

Figura  36: Configuração de encoding do sistema

A Figura 37 mostra o menu de seleção de locação para instalação do LiLo, cujo padrão slackware é estar no MBR.

Figura  37: Seleção de local de instalação do LiLo

Configuração de Mouse

As próximas duas interações do instalador são para efetuar ajustes no mouse, se o seu sistema contar com um, selecione no menu de configuração do mouse (Figura 38) o tipo e conexão devidos.

Figura  38: Configuração de tipo e conexão de mouse

Figura  39: Configuração de operação do mouse

Já na Figura 39 é solicitada a confirmação de inclusão de configuração de operação do mouse na iniciação do GPM.

Configuração de Rede

Esta fase da instalação é dada a configurar a interface rede da máquina, opção que pode ou não ser exercida e cuja escolha é obtida na tela ilustrada na Figura 40 a seguir.

Figura  40: Confirma se configura a interface de rede

O primeiro item referente à rede a ser configurado é o nome do host que será utilizado na rede, informação obtida na tela representada na Figura 41.

Figura  41: Solicitação do hostname para a máquina

A Figura 42 apresenta a solicitação de entrada de nome de domínio, que o slackware toma como obrigatório.

Figura  42: Solicitação de nome de domínio na rede

As interfaces de rede podem receber um número IP fixo ou dinâmico para se integrarem a uma rede local, de maneira geral a configuração mais comum é DHCP, que é selecionada como exibido na Figura 43 a seguir.

Como é natural deve haver um servidor DHCP presente na rede para ceder os IPs diversos às diversas máquinas solicitantes. Caso o nome de servidor seja conhecido, deverá ser informado na tela representada na Figura 44 mais adiante.

Terminada esta rodada de configurações é apresentado um relatório para confirmação das configurações efetuadas conforme a Figura 45.

Figura  43: Tipo de configuração de IP da interface

Figura  44: Definição do servidor DHCP

Figura  45: Confirmação das configurações de rede

Serviços iniciados por padrão

Neste momento o instalador apresenta um menu para seleção dos serviços que devem ser disparados na inicialização do sistema.

Figura  46: Iniciação de serviços no boot

Configuração de fontes adicionais

É dada a chance durante a instalação de adicionar fontes de caracteres não nativas da distribuição, como mostra a Figura 47.

Figura  47: Adição de fontes de caracteres

Ajuste do relógio calendário

O relógio de hardware (relógio calendário) pode operar em sincronismo com a hora local ou UTC (Universal Time Coordinated) e isso é informado na tela representada na Figura 48.

Figura  48: Ajuste do relógio calendário

Ajuste de fuso horário

É fundamental que o sistema esteja corretamente localizado para fins de sincronização com outros servidores e para tanto é apresentada uma lista para seleção da localização física do sistema que indica o fuso horário a utilizar.

Figura  49: Configuração de fuso horário

Configuração de senha do root

Até o presente momento do processo de instalação não há uma senha de root cadastrada e agora o instalador solicita esta senha, que não será exibida e deve ser digitada duas vezes para garantir que está corretamente informada.

Figura  50: Configuração de senha do root

Este é o último ato de instalação do sistema operacional.

Finalização da instalação

Daqui até o efetivo reboot do sistema, acontecem uma série de telas solicitando autorização para resetar (Figura 51), indicando o término do programa instalador (Figura 52), solicitando a retirada da mídia do leitor (Figura 53), Solicitação de permissão para efetuar o reboot (Figura54), e finalmente na Figura 55 a ocorrência do reboot.

Figura  51: Término do processo de instalação

Figura  52: Saída do instalador

Figura  53: Retirada da mídia

Figura  54: Solicitação para reboot

Figura  55: Reboot em processo

Primeiro Boot

Ao reiniciar é apresentado um menu de seleção de sistema para boot, incluindo a opção de acesso ao prompt do LiLo. Nesta tela é relevante notar o número 64 representado em notação binária presente abaixo do logo slackware, indicando que é a versão de 64 bits do sistema que está sendo executada. A Figura 56 mostra o aspecto desse menu.

Figura  56: Primeiro boot pós instalação

Note-se que como só o Linux Slackware está instalado, não surgem outras opções de sistemas para inicializar.

O primeiro login no sistema deverá ser feito como root, pois não há usuários cadastrados até o momento. A Figura 57 ilustra esta situação.

Figura  57: Primeiro login

Atualização do sistema instalado

Como é normal após a instalação de um sistema operacional, uma das primeiras ações é promover a atualização do sistema junto a um repositório oficial do mesmo. A Figura 58 mostra a primeira tentativa de promover tal atualização.

Figura  58: Primeira atualização do sistema

No entanto ocorre uma falha que se deve a indefinição de espelho para coleta das atualizações, condição a ser resolvida pela edição do arquivo /etc/slackpkg/mirrors, como mostra a Figura 59.

Figura  59: Ajuste de espelho para atualização

Em função da localização do sistema escolhe-se um e apenas um espelho a ser configurado para uso. Após esta configuração o comando slackpkg upgrade-all funcionará corretamente, exibindo a lista de pacotes atualizáveis para seleção/deseleção como ilustra a Figura 60.

Figura  60: Lista de atualizáveis

Selecionados os pacotes a atualizar é feito o download das atualizações conforme a Figura 61, e a seguir inicia-se o processo de atualização como na Figura 62.

Figura  61: Download das atualizações

Figura  62: Instalação das atualizações

Ao término da atualização se necessário (atualização de kernel) será recomendado a execução do LiLo como sugerido na Figura 63 a seguir.

Figura  63: Sugestão de execução do LiLo

Que pode eventualmente levar a situação de decidir entre manter as antigas configurações, assumir as novas configurações, descartar as novas configurações, ou analisar via linha de comandos o que fazer. Em se tratando de uma primeira execução certamente assumir as novas configurações não gerará qualquer conflito. Na Figura 64 está mostrada esta situação.

Figura  64: Menu de opções do LiLo

Pós-instalação

Dependendo da aplicação para o sistema diferentes pós-instalações podem ser executadas, incluindo a instalação de pacotes específicos.

A seguir algumas possibilidades de configuração pós-instalação que não necessariamente direcionam, ou limitam, a aplicabilidade de um sistema.

  • Criação de usuário
  • Endereço IP fixo

Segue um breve extrato destes ajustes de configuração, no entanto, para todos os efeitos o plano de configuração deveria conter mais algumas informações relacionadas a seguir.

Plano de Instalação complemento

Endereçamento IP: Interface de rede 1

Tabela 6: Complemento do plano de instalação

Item Valor
IP Modo: Estático
Endereço IP: 192.168.0.8
Máscara: 255.255.255.0
Broadcast: 192.168.0.255
Gateway: 192.168.0.1
DNS1: 8.8.8.8
DNS2: 8.8.4.4
DNS3: 192.168.0.1

Ajustar alguns aliases mínimos (ll=ls -lA) para novos usuários

Criação de usuário

A criação de usuários pode ser efetuada pelo comando useradd e pelo comando adduser. O comando adduser é roteirizado e a sequência de Figura 65 até 67, mostra como opera.

Figura  65: Operação do comando adduser (parte 1/3)

Inicialmente deve-se fornecer o username, a seguir o ID pode ser automático ou definido pelo operador, assim como o grupo padrão do usuário (por omissão assume-se o grupo user) e grupos adicionais a que pertença.

Figura  66: Operação do comando adduser (parte 2/3)

A seguir é dada a possibilidade de definir o diretório home do usuário, que por padrão estará na árvore /home e terá o mesmo nome usado para username anteriormente. Então é dada a opção de escolha do Shell command que por omissão é o bash. E pode-se determinar uma data de validade para a conta, caso não seja informada a data ela será perene. Na sequência é exibido um resumo das configurações até este ponto e solicitada permissão para continuar a criação da conta.

Figura  67: Operação do comando adduser (parte 3/3)

Dando prosseguimento serão pedidos dados de administração de pessoal para o usuário como nome completo, número de sala, número telefônico do trabalho, número telefônico residencial, e por fim outros dados que sejam relevantes para a administração de pessoal. A última etapa da criação de conta é o suprimento da senha de acesso, que deve ser redigitada para confirmação e o novo usuário estará criado neste ponto.

IP Fixo

Com o aplicativo netconfig é possível reconfigurar as interfaces de rede, a interface de rede será configurada para que operar com IP estático.

Na Figura 68 é apresentada a primeira tela do netconfig, na qual é solicitado o nome a ser utilizado na identificação da máquina na rede (hostname).

A Figura 69 mostra a tela de solicitação de nome de domínio (ou grupo de trabalho) onde estará a máquina.

Figura  68: Solicitação de hostname

Figura  69: Solicitação de domínio

Informados estes itens netconfig solicita o tipo de configuração da interface, se IP dinâmico ou estático, como ilustra a Figura 70.

Figura  70: Tipo de configuração a realizar

Definido o tipo como IP estático, o programa solicita o IP designado para a interface, depois solicita a máscara de rede a empregar, como mostram as Figuras 71 e 72.

Figura  71: Endereço IP para esta interface de rede

Figura  72: Máscara de rede a utilizar

E neste ponto é solicitado que seja informado o IP do gateway de rede, conforme a Figura 73 ilustra.

Figura  73: Endereço IP do gateway para a rede

Havendo acesso ao servidor de nomes, questionado como na Figura 74, é solicitado o IP do servidor de nomes primário, sendo possível posteriormente adicionar os demais endereços de servidores de nomes editando o arquivo /etc/resolv.conf.

Figura  74: Questionamento de acesso a servidor de nomes

A solicitação do IP do servidor de nomes é mostrada na Figura 75.

Figura  75: Definição de servidor de nomes

Com todos os itens da configuração fornecidos, é exibido um resumo dos ajustes e solicitada a confirmação dos mesmos de acordo com a Figura 76.

Figura  76: Resumo de configuração

Na Figura 77 é informado o término da configuração e solicitado seu encerramento.

Figura  77: Informação de término de processo

Ajuste de aliases mínimos

Logado como root e usando o nano ou o vi crie um arquivo chamado aliases.sh no diretório /etc/profile.d, com o seguinte conteúdo:

Listagem 1: Conteúdo de aliases.sh

alias ll=’ls -lA’
alias vi=’vim’

E um arquivo chamado aliases.csh no diretório /etc/profile.d, com o seguinte conteúdo:

Listagem 2: Conteúdo do arquivo aliases.csh

alias ll 'ls -lA'
alias vi vim

A esses arquivos dê direitos de execução com o comando chmod +x aliases.*h

 

 

Conclusão

Numa sequência de operações não tão complexas como se imaginava foi possível chegar ao ponto de ter um Slackware utilizável. Agora com o sistema instalado e operativo, contando com um mínimo de componentes, pode ser configurado para aplicações específicas diversas.

 

 

Referências

Frenet. Gateway: O que é e como funciona. Disponível em <https://www.frenet.com.br/blog/gateway-o-que-e-como-funciona/>, acesso em 08/nov./2018

 

Red Hat. Esquema de particionamento recomendado. Disponível em <https://access.redhat.com/documentation/pt-br/red_hat_enterprise_linux/6/html/installation_guide/s2-diskpartrecommend-x86>, acesso em 4/nov./2018

 

Slackware Linux Inc. The Slackware Linux Project. Disponível em <http://www.slackware.com/>, acesso em 01/out./2018

 

Viva-o-Linux. Atualização do Slackware. Disponível em <https://www.vivaolinux.com.br/topico/Slackware/Atualizacao-do-Slackware-1>, acesso em 01/out./2018


[1] GNU é um sistema operacional e uma extensa coleção de softwares de computador. O GNU é composto inteiramente de software livre, a maioria dos quais é licenciada sob a Licença Pública Geral (GPL) do Projeto GNU. O GNU é um acrônimo recursivo para "GNU Não é Unix!".

[2] The Linux kernel is an open-source monolithic Unix-like computer operating system kernel

[3] Patrick J. Volkerding (20 de outubro de 1966 -idade 52 anos), Dakota do Norte, EUA - Graduado em Ciência da Computação em 1993 pela Minnesota State University Moorhead

[4] Universal Time Coordinated