Pular para o conteúdo

Instalação minimalista do Slackware 14.2

Introdução

O Slackware versão 14.2 foi lançado em julho de 2016 e é uma distribuição GNU[1]/Linux[2] de uso geral, criada por Patrick Volkerding[3] e iniciada em janeiro de 1993.

O Slackware considerado uma distribuição para iniciados, tem grande tradição em estabilidade, seus lançamentos podem não ter elevada frequência se comparada a outras distribuições, no entanto é muito confiável uma vez alcançado o status de estável.

Instalação

Toda instalação pode ser dividida em três intervalos, antes, durantes e depois da instalação.

O antes inclui definir a distribuição a utilizar, criar o plano de instalação, obter a distribuição, ultimar preparativos da instalação.

O durante, ou seja, a instalação propriamente, consiste em operações que visam particionar e formatar discos rígidos, transferir a imagem do sistema para o disco, e efetuar configurações básicas.

O depois pode ser resumido aos ajustes conforme necessidades específicas de aplicação, instalar pacotes adicionais e efetuar configurações mais detalhadas.

Para elaboração deste texto o objetivo é instalar o Slackware 14.2.

Os requisitos de instalação estão na Tabela 1 a seguir.

Tabela 1: Requisitos de instalação do Slackware 14.2

RAM (mínimo)

RAM (recomendado)

Disco Rígido (mínimo)

64 megabytes 1 gigabytes 5 gigabytes

Fonte: Sítio do slackware. Disponível em: <http://www.slackware.com/install/sysreq.php>, acesso em 01/out./2018

Um requisito adicional da instalação é acesso à Internet para atualização do sistema.

Pré-instalação

A Tabela 2 a seguir explicita algumas informações que poderão ser necessárias ou solicitadas durante a instalação do Slackware.

Tabela 2: Informações necessárias para instalação

Hardware Informação Que Pode Necessitar
Discos Rígidos Quantos possui.
A sua ordem no sistema.
IDE (também conhecido como PATA), SATA ou SCSI.
Espaço livre disponível.
Partições.
Partições para outros sistemas operativos.
Interfaces de rede Tipo/modelo de interfaces de rede disponíveis.
Placa de Vídeo Tipo/modelo e fabricante.

Configurações de rede

Se o seu computador estiver ligado a uma rede permanente (uma ligação Ethernet ou equivalente — não uma ligação dialup/PPP), que seja administrada por outros, deve perguntar ao administrador da rede as seguintes informações:

  • O seu hostname (em geral você mesmo poderá decidir).
  • O nome de domínio.
  • O endereço IP do seu computador.
  • A máscara de rede para utilizar na sua rede.
  • O endereço IP do gateway da rede para onde o sistema deve se encaminhar, se a sua rede tiver um gateway.
  • Qual será o servidor DNS (Domain Name Service).

No URL <https://mirrors.slackware.com/mirrorlist/> estão disponibilizados os endereços de diversos espelhos para o download do Slackware onde é possível escolher o mais apropriado para baixar a imagem de instalação. Tomando como base a imagem da versão 14.2 de julho de 2016, seu tamanho é de 2,58 G bytes (2.773.483.520 bytes) o que dependendo da velocidade de conexão e do espelho selecionado pode demorar várias horas de download.

Esta imagem pode ser gravada em um DVD. Se seu sistema for um Windows™ versão 7, ou mais recente, as mídias ópticas podem ser gravadas sem programas adicionais.

O planejamento da instalação envolve determinar o particionamento pretendido das unidades de disco, o padrão de teclado disponível para o console, localização geográfica e fuso horário pretendidos para uso e operação.

A seguir de forma simplificada apresentam-se os itens planejados para esta instalação:

Tabela 3: Plano de instalação simplificado

    1. Teclado ABNT2
    2. Localização do sistema América do Sul, Brasil, São Paulo
    3. Fuso horário UTC[4] -3:00
    4. IP da interface de rede será obtido por DHCP
  1. O hostname e domínio serão slack e starfleet
  2. Particionamento do disco de 58G bytes:
  • Partição 1 sda1       física      300 MB        /boot       ext4        bootable
  • Partição 2 sda2       física      2 GB                          swap
  • Partição 3 sda3       física      1 GB           /var        ext4
  • Partição 4 sda4       física      54,7 GB       /             ext4

Nota: Para efeito deste texto foi adotado um particionamento simplista

Efetuando a instalação

Carregando a mídia com a imagem de instalação e iniciando o computador será apresentada a tela representada na Figura 1.

Figura  1: Boot do CD de instalação do Slackware

Caso não sejam necessárias quaisquer opções adicionais para o boot, basta pressionar <ENTER> para prosseguir no processo de inicialização do Slackware e com sua instalação.

A partir daqui serão pouco mais de 25 passos para concluir a instalação e então passar à pós instalação.

Inicialmente é oferecida a escolha de layout (mapeamento) do teclado para o caso de este não ser US, como ilustrado na Figura 2 a seguir.

Figura  2: Seleção de layout de teclado

Optando por selecionar um mapeamento de teclado diferente será apresentado um menu de seleção com diversos diferentes mapas de teclado conforme ilustrado na Figura 3.

Figura  3: Menus de mapas de teclado

Será oferecido um teste para verificar a correta operação do teclado. Uma vez concluído o teste, o prompt de login é apresentado, neste ponto é possível efetuar login como root sem a necessidade de fornecer qualquer senha (vide Figura 4).

Figura  4: Login pré-instalação

A primeira providência para a instalação é particionar o(s) disco(s), para tanto pode ser usado o aplicativo fdisk, como mostra a Figura 5, na qual o parâmetro de chamada (disco a ser particionado) é o primeiro disco SATA (/dev/sda).

Figura  5: Chamada para execução do fdisk

 

Seguindo o plano de instalação uma partição bootável para “/boot” deve ser criada e como só haverá quatro (4) partições no total, esta pode ser primária, o que é exemplificado na Figura 6.

Figura  6: Criação de partição primária bootável

A seguir é criada a partição para a memória virtual do sistema como mostra a Figura 7.

Figura  7: Criação da partição swap

Seguindo com o plano de instalação a próxima partição a criar é para abrigar /var, de forma que o sistema de arquivos não seja preenchido por arquivos e log e caixas postais e outros itens normalmente presentes nessa árvore de diretório. A Figura 8 ilustra esta situação.

Figura  8: Criação da partição para /var

Por último será criada a partição raiz que abrigará todo o restante do sistema.

Figura  9: Criação da partição para root

A Figura 9 ilustra a criação desta última partição primária, cujo limite é de quatro partições, e dispensa, portanto, a indicação de qual partição se deseja criar, motivo do erro de operação representado.

A Figura 10 mostra o efeito da operação de gravação das partições e saída do fdisk, que leva à resincronização e consequente releitura da tabela de partição do disco.

Figura  10: Gravação das partições na tabela de partição

Na Figura 11 é mostrada a execução do comando fdisk -l que gera um relatório do particionamento de discos do computador.

Figura  11: Relatório de particionamento de discos

É importante observar os seguintes dois pontos:

  • a partição que abrigará /boot (300 M bytres) é bootável
  • a partição para memória virtual (2 G bytes) é do tipo Linux swap

Falando um pouco sobre particionamento de discos

Particionar discos é o ato de reparti-los em múltiplas unidades lógicas, chamadas partições, isto é, como se existissem múltiplos discos dentro de um só disco físico.

Imagine uma biblioteca com diversas seções. Cada seção contém múltiplos livros, cujo tema se insere nessa mesma seção. Um disco rígido pode ser a biblioteca, as partições do disco são as seções da biblioteca, e os arquivos de cada partição são os livros de cada seção.

Quando se instala mais que um sistema operacional (SO) no mesmo disco, é obrigatório utilizar partições diferentes, uma para cada sistema operacional (ou diferentes discos). Neste caso, o “tema” de cada partição (cada seção) é o SO. Mas também é possível criar-se partições para arquivos específicos, por exemplo, para arquivos de dados pessoais.

Existe um limite para o número máximo de partições que um disco pode ter. Um disco pode dividir-se num máximo de quatro partições primárias. Para contornar esta limitação é possível dividir o disco até três partições primárias e uma partição estendida. Uma partição estendida pode dividir-se em múltiplas partições lógicas. Cada partição primária e lógica opera como um disco individual.

Cada partição é formatada com um determinado sistema de arquivos, como o NTFS (Windows), HFS (Mac OS) ou Ext4 (Unix), embora existam muitos outros. Sistemas como o Linux necessitam também de uma partição dedicada à chamada memória virtual (swap). Sistemas como o Windows colocam o swap na partição do SO.

A utilidade do particionamento

Imagine que o seu disco tem apenas uma partição. O sistema operacional está instalado e os seus arquivos também estão lá gravados. Acontece uma catástrofe e um setor do disco é corrompido. Por azar, é um setor que impede a inicialização do sistema operacional. Se fossem duas partições, uma para o SO e outra para os dados, seria tão simples como instalar esse disco em outro computador e utilizá-lo para recuperar os dados da partição que ficou a salvo.

Vantagens

  • Ao separar o sistema operacional de programas e arquivos, é possível fazer backups de imagem do disco, para posterior restauro, em caso de catástrofe.
  • Permite separar grandes arquivos de cache, de log, paginação, hibernação, etc., ou seja, arquivos que mudam dinâmica e rapidamente de tamanho, numa partição à parte. Isto evita a fragmentação da partição do SO.
  • Permite manter programas e dados usados frequentemente próximos uns dos outros, o que no caso dos discos magnéticos, é fundamental por necessitar de menos deslocamentos das cabeças de leitura/escrita.
  • Permite instalar vários sistemas operacionais num mesmo disco.
  • Aumenta o desempenho geral do sistema, nos sistemas em que os sistemas de arquivos menores são mais eficientes.

Desvantagens

  • Reduz o espaço disponível, pois cada nova partição necessita de espaço para as áreas de administração do sistema de arquivos. O que é ridiculamente pequeno em relação à capacidade atual dos discos.
  • Pode reduzir a performance do acesso a arquivos quando este acesso é feito paralelamente e em múltiplas partições. Previne também que os desfragmentadores movam os arquivos de uma partição para próximo dos arquivos de outra partição. Motivo pelo qual a definição de um esquema de particionamento bem feito é crucial.
  • Atrasa a cópia de arquivos, que se realizada entre partições distintas força a duplicação dos dados ao invés de apenas mudanças nas áreas de administração do sistema de arquivos.

Tamanho da partição de memória virtual

Por exemplo, a recomendação da RedHat para um esquema de particionamento de sistemas x86/AMD64 é a seguinte:

  • Partição swap (2 G bytes)
  • Partição /boot (+/- 250 M bytes)
  • Partição / (> 1 G M bytes)
  • Partição /home (> 100 M bytes)

Uma partição swap (de não menos que 256 MB) é usada para suportar a memória virtual. Em outras palavras, os dados são gravados numa partição swap quando não há memória RAM suficiente para armazenar os dados que seu sistema está processando.

Nos últimos anos, a quantia de espaço de swap recomendada aumentou com a quantidade de RAM no sistema. Mas como a quantidade de memória nos sistemas aumentou em centenas de gigabytes, é agora reconhecido que o espaço de swap que um sistema precisa é função da carga de trabalho executando por aquele sistema.

O espaço swap geralmente é designado durante a instalação, mas determinar a carga de trabalho de um sistema neste ponto pode ser difícil.

No entanto, esta configuração não tem uma calibragem precisa para o sistema, portanto, use a Tabela 5, caso você precise que a quantia de espaço swap seja definida mais precisamente.

Tabela 4: Tamanhos mínimos das partições

Diretório Tamanho Mínimo
/ 250 MB
/usr 250 MB (evite colocar em uma partição separada)
/tmp 50 MB
/var 384 MB
/home 100 MB
/boot 250 MB

Tabela 5: Recomendação de tamanho de swap

Quantidade de RAM Espaço recomendado de Swap
4GB de RAM ou menos mínimo de 2GB de espaço de swap
4GB até 16GB de RAM mínimo de 4GB de espaço de swap
16GB até 64GB de RAM mínimo de 8GB de espaço swap
64GB até 256GB de RAM mínimo de 16GB de espaço swap
256GB até 512GB de RAM mínimo de 32GB de espaço swap

Ativação do programa instalador

Para iniciar o programa instalador do Slackware, utilize o comando setup, que conta com um menu de ações como ilustra a Figura 12.

Figura  12: Menu do programa de setup do Slackware

A ordem das opções determina as operações como serão efetuadas, logo inicialmente é feita novamente a seleção de mapeamento do teclado, que será a mesma já efetuada, como se viu na Figura 3. Para tanto ative a opção KEYMAP do menu (o restante do setup, desde que não interrompido, seguirá de forma contínua até seu término).

Definição dos pontos de montagem

Após a seleção do mapa de teclado, o setup detecta a partição de swap, anteriormente preparada e solicita que se confirme seus dados para ativação, como mostra a Figura 13.

Figura  13: Detecção e confirmação do local de swap

A próxima etapa é formatar e verificar a área de swap em busca de eventuais bad blocks, após o que é mostrada a linha a ser adicionada na fstab para montagem do swap no boot do sistema conforme a Figura 14.

Figura  14: Formatação, verificação e inclusão do swap na fstab

A seguir continua a varredura por partições a serem montadas durante o boot, e como root é uma partição obrigatória, é a próxima a ser indicada, conforme a Figura 15 ilustra.

Figura  15: Solicitação de indicação da partição /

Na sequência teremos o questionamento de formatação com ou sem busca de bad blocks e então a escolha de File-system a ser utilizado na formatação, tudo ilustrado nas Figuras 16 e 17 a seguir.

Figura  16: Formatação com ou sem teste de bad-blocks

Figura  17: Seleção de tipo de sistema de arquivos a utilizar

Uma vez feita a associação do ponto de montagem raiz com a partição e com o tipo de sistema de arquivos, passa-se à definição dos próximos pontos de montagem, iniciando pelo /boot conforme Figuras 18, 19 e 20.

Inicialmente escolhe-se a partição a ser configurada, na ilustração /dev/sda1.

A seguir escolhe-se como formatar a partição, com ou sem a verificação de bad blocks. Por ser uma partição pequena de apenas 300 M bytes, certamente não haverá grande acréscimo de tempo formatar com a verificação.

Finalmente, deve-se indicar o ponto de montagem no caso /boot.

Figura  18: Indicação de partições adicionais (/boot)

Figura  19: Busca de bad-blocks em partições menores é mais viável

Figura  20: Indicação de ponto de montagem da partição boot

Para finalizar a configuração das partições, como mostrado na Figura 21, seleciona-se /dev/sda3, reservada para ser /var.

Figura  21: Seleção de partição a configurar

Da mesma forma, escolhe-se como formatar a partição, com ou sem a verificação de bad blocks, que igualmente por ser uma partição pequena de apenas 1 G bytes, certamente não haverá grande acréscimo de tempo formatar com a verificação.

Em seguida indica-se qual será o ponto de montagem da partição, que segundo a Figura 22 será /var.

Figura  22: Definição do ponto de montagem da partição

Após definidas e configuradas todas as partições é apresentado o resumo da configuração a ser adicionada em /etc/fstab para permitir a montagem automática das partições durante o boot do sistema.

Figura  23: Configuração a acrescer em /etc/fstab

Fonte da instalação

Após feitas as configurações de discos e suas partições, é dada pelo programa de instalação a opção de escolha de uma entre sete origens do Slackware, conforme mostra a Figura 24.

Figura  24: Seleção da origem para instalação do slackware

Selecionada a fonte de instalação, é perguntado se deve ser feita uma varredura automática da localização dos pacotes disponíveis para instalação, ou indicação manual da mesma, conforme Figura 25, que ilustra também a varredura em transcurso.

Figura  25: Varredura de mídias pela fonte de instalação

Seleção de pacotes para instalação

Terminada a varredura da mídia de instalação, será apresentado um menu de seleção como mostrado na Figura 26.

Figura  26: Menu de seleção de pacotes a instalar

Os pacotes são divididos em grupos e estes grupos é que são selecionáveis. No menu subsequente é possível determinar o fluxo da instalação que pode ser, instalar tudo sem prompt de confirmação, como selecionado na Figura 27

Figura  27: Seleção de andamento da instalação

Figura  28: Confirmação da seleção de andamento da instalação

A própria instalação dos pacotes é sinalizada conforme progride, como mostram as Figuras 29 e 30.

Figura  29: Exibição do andamento da instalação

Figura  30: Exibição do andamento da instalação

Uma vez concluída a instalação de pacotes como sinalizado na Figura 31, a instalação segue para seus estágios finais.

Figura  31: Conclusão da instalação de pacotes do slackware

Última etapa da instalação

Neste ponto o instalador verifica se é desejado criar um flash memory stick (pen drive) de partida para contornar eventuais problemas de boot, o que só deve ser feito em caso de real interesse.

Figura  32: Criação ou não de Flash Disk de boot

Instalação do gerenciador de partida (LiLo)

Inicia-se então a instalação do gerenciador de partida, que definirá a resolução de tela ser usada. Na Figura 33 está o menu de instalação do LiLo (Linux Loader).

Figura  33: Menu de instalação do LiLo

A Figura 34 exibe a configuração de resolução nativa do console.

Figura  34:Configuração de uso de frame buffer

Figura  35:Informação de parâmetros adicionais de boot

Acima na Figura 35 é mostrada a caixa para entrada de parâmetros adicionais específicos de iniciação caso algum hardware assim exija.

Na sequência é solicitado o uso ou não de codificação UTF-8 na linha de comando, o que por padrão no slackware não é utilizado.

Figura  36: Configuração de encoding do sistema

A Figura 37 mostra o menu de seleção de locação para instalação do LiLo, cujo padrão slackware é estar no MBR.

Figura  37: Seleção de local de instalação do LiLo

Configuração de Mouse

As próximas duas interações do instalador são para efetuar ajustes no mouse, se o seu sistema contar com um, selecione no menu de configuração do mouse (Figura 38) o tipo e conexão devidos.

Figura  38: Configuração de tipo e conexão de mouse

Figura  39: Configuração de operação do mouse

Já na Figura 39 é solicitada a confirmação de inclusão de configuração de operação do mouse na iniciação do GPM.

Configuração de Rede

Esta fase da instalação é dada a configurar a interface rede da máquina, opção que pode ou não ser exercida e cuja escolha é obtida na tela ilustrada na Figura 40 a seguir.

Figura  40: Confirma se configura a interface de rede

O primeiro item referente à rede a ser configurado é o nome do host que será utilizado na rede, informação obtida na tela representada na Figura 41.

Figura  41: Solicitação do hostname para a máquina

A Figura 42 apresenta a solicitação de entrada de nome de domínio, que o slackware toma como obrigatório.

Figura  42: Solicitação de nome de domínio na rede

As interfaces de rede podem receber um número IP fixo ou dinâmico para se integrarem a uma rede local, de maneira geral a configuração mais comum é DHCP, que é selecionada como exibido na Figura 43 a seguir.

Como é natural deve haver um servidor DHCP presente na rede para ceder os IPs diversos às diversas máquinas solicitantes. Caso o nome de servidor seja conhecido, deverá ser informado na tela representada na Figura 44 mais adiante.

Terminada esta rodada de configurações é apresentado um relatório para confirmação das configurações efetuadas conforme a Figura 45.

Figura  43: Tipo de configuração de IP da interface

Figura  44: Definição do servidor DHCP

Figura  45: Confirmação das configurações de rede

Serviços iniciados por padrão

Neste momento o instalador apresenta um menu para seleção dos serviços que devem ser disparados na inicialização do sistema.

Figura  46: Iniciação de serviços no boot

Configuração de fontes adicionais

É dada a chance durante a instalação de adicionar fontes de caracteres não nativas da distribuição, como mostra a Figura 47.

Figura  47: Adição de fontes de caracteres

Ajuste do relógio calendário

O relógio de hardware (relógio calendário) pode operar em sincronismo com a hora local ou UTC (Universal Time Coordinated) e isso é informado na tela representada na Figura 48.

Figura  48: Ajuste do relógio calendário

Ajuste de fuso horário

É fundamental que o sistema esteja corretamente localizado para fins de sincronização com outros servidores e para tanto é apresentada uma lista para seleção da localização física do sistema que indica o fuso horário a utilizar.

Figura  49: Configuração de fuso horário

Configuração de senha do root

Até o presente momento do processo de instalação não há uma senha de root cadastrada e agora o instalador solicita esta senha, que não será exibida e deve ser digitada duas vezes para garantir que está corretamente informada.

Figura  50: Configuração de senha do root

Este é o último ato de instalação do sistema operacional.

Finalização da instalação

Daqui até o efetivo reboot do sistema, acontecem uma série de telas solicitando autorização para resetar (Figura 51), indicando o término do programa instalador (Figura 52), solicitando a retirada da mídia do leitor (Figura 53), Solicitação de permissão para efetuar o reboot (Figura54), e finalmente na Figura 55 a ocorrência do reboot.

Figura  51: Término do processo de instalação

Figura  52: Saída do instalador

Figura  53: Retirada da mídia

Figura  54: Solicitação para reboot

Figura  55: Reboot em processo

Primeiro Boot

Ao reiniciar é apresentado um menu de seleção de sistema para boot, incluindo a opção de acesso ao prompt do LiLo. Nesta tela é relevante notar o número 64 representado em notação binária presente abaixo do logo slackware, indicando que é a versão de 64 bits do sistema que está sendo executada. A Figura 56 mostra o aspecto desse menu.

Figura  56: Primeiro boot pós instalação

Note-se que como só o Linux Slackware está instalado, não surgem outras opções de sistemas para inicializar.

O primeiro login no sistema deverá ser feito como root, pois não há usuários cadastrados até o momento. A Figura 57 ilustra esta situação.

Figura  57: Primeiro login

Atualização do sistema instalado

Como é normal após a instalação de um sistema operacional, uma das primeiras ações é promover a atualização do sistema junto a um repositório oficial do mesmo. A Figura 58 mostra a primeira tentativa de promover tal atualização.

Figura  58: Primeira atualização do sistema

No entanto ocorre uma falha que se deve a indefinição de espelho para coleta das atualizações, condição a ser resolvida pela edição do arquivo /etc/slackpkg/mirrors, como mostra a Figura 59.

Figura  59: Ajuste de espelho para atualização

Em função da localização do sistema escolhe-se um e apenas um espelho a ser configurado para uso. Após esta configuração o comando slackpkg upgrade-all funcionará corretamente, exibindo a lista de pacotes atualizáveis para seleção/deseleção como ilustra a Figura 60.

Figura  60: Lista de atualizáveis

Selecionados os pacotes a atualizar é feito o download das atualizações conforme a Figura 61, e a seguir inicia-se o processo de atualização como na Figura 62.

Figura  61: Download das atualizações

Figura  62: Instalação das atualizações

Ao término da atualização se necessário (atualização de kernel) será recomendado a execução do LiLo como sugerido na Figura 63 a seguir.

Figura  63: Sugestão de execução do LiLo

Que pode eventualmente levar a situação de decidir entre manter as antigas configurações, assumir as novas configurações, descartar as novas configurações, ou analisar via linha de comandos o que fazer. Em se tratando de uma primeira execução certamente assumir as novas configurações não gerará qualquer conflito. Na Figura 64 está mostrada esta situação.

Figura  64: Menu de opções do LiLo

Pós-instalação

Dependendo da aplicação para o sistema diferentes pós-instalações podem ser executadas, incluindo a instalação de pacotes específicos.

A seguir algumas possibilidades de configuração pós-instalação que não necessariamente direcionam, ou limitam, a aplicabilidade de um sistema.

  • Criação de usuário
  • Endereço IP fixo

Segue um breve extrato destes ajustes de configuração, no entanto, para todos os efeitos o plano de configuração deveria conter mais algumas informações relacionadas a seguir.

Plano de Instalação complemento

Endereçamento IP: Interface de rede 1

Tabela 6: Complemento do plano de instalação

Item Valor
IP Modo: Estático
Endereço IP: 192.168.0.8
Máscara: 255.255.255.0
Broadcast: 192.168.0.255
Gateway: 192.168.0.1
DNS1: 8.8.8.8
DNS2: 8.8.4.4
DNS3: 192.168.0.1

Ajustar alguns aliases mínimos (ll=ls -lA) para novos usuários

Criação de usuário

A criação de usuários pode ser efetuada pelo comando useradd e pelo comando adduser. O comando adduser é roteirizado e a sequência de Figura 65 até 67, mostra como opera.

Figura  65: Operação do comando adduser (parte 1/3)

Inicialmente deve-se fornecer o username, a seguir o ID pode ser automático ou definido pelo operador, assim como o grupo padrão do usuário (por omissão assume-se o grupo user) e grupos adicionais a que pertença.

Figura  66: Operação do comando adduser (parte 2/3)

A seguir é dada a possibilidade de definir o diretório home do usuário, que por padrão estará na árvore /home e terá o mesmo nome usado para username anteriormente. Então é dada a opção de escolha do Shell command que por omissão é o bash. E pode-se determinar uma data de validade para a conta, caso não seja informada a data ela será perene. Na sequência é exibido um resumo das configurações até este ponto e solicitada permissão para continuar a criação da conta.

Figura  67: Operação do comando adduser (parte 3/3)

Dando prosseguimento serão pedidos dados de administração de pessoal para o usuário como nome completo, número de sala, número telefônico do trabalho, número telefônico residencial, e por fim outros dados que sejam relevantes para a administração de pessoal. A última etapa da criação de conta é o suprimento da senha de acesso, que deve ser redigitada para confirmação e o novo usuário estará criado neste ponto.

IP Fixo

Com o aplicativo netconfig é possível reconfigurar as interfaces de rede, a interface de rede será configurada para que operar com IP estático.

Na Figura 68 é apresentada a primeira tela do netconfig, na qual é solicitado o nome a ser utilizado na identificação da máquina na rede (hostname).

A Figura 69 mostra a tela de solicitação de nome de domínio (ou grupo de trabalho) onde estará a máquina.

Figura  68: Solicitação de hostname

Figura  69: Solicitação de domínio

Informados estes itens netconfig solicita o tipo de configuração da interface, se IP dinâmico ou estático, como ilustra a Figura 70.

Figura  70: Tipo de configuração a realizar

Definido o tipo como IP estático, o programa solicita o IP designado para a interface, depois solicita a máscara de rede a empregar, como mostram as Figuras 71 e 72.

Figura  71: Endereço IP para esta interface de rede

Figura  72: Máscara de rede a utilizar

E neste ponto é solicitado que seja informado o IP do gateway de rede, conforme a Figura 73 ilustra.

Figura  73: Endereço IP do gateway para a rede

Havendo acesso ao servidor de nomes, questionado como na Figura 74, é solicitado o IP do servidor de nomes primário, sendo possível posteriormente adicionar os demais endereços de servidores de nomes editando o arquivo /etc/resolv.conf.

Figura  74: Questionamento de acesso a servidor de nomes

A solicitação do IP do servidor de nomes é mostrada na Figura 75.

Figura  75: Definição de servidor de nomes

Com todos os itens da configuração fornecidos, é exibido um resumo dos ajustes e solicitada a confirmação dos mesmos de acordo com a Figura 76.

Figura  76: Resumo de configuração

Na Figura 77 é informado o término da configuração e solicitado seu encerramento.

Figura  77: Informação de término de processo

Ajuste de aliases mínimos

Logado como root e usando o nano ou o vi crie um arquivo chamado aliases.sh no diretório /etc/profile.d, com o seguinte conteúdo:

Listagem 1: Conteúdo de aliases.sh

alias ll=’ls -lA’
alias vi=’vim’

E um arquivo chamado aliases.csh no diretório /etc/profile.d, com o seguinte conteúdo:

Listagem 2: Conteúdo do arquivo aliases.csh

alias ll 'ls -lA'
alias vi vim

A esses arquivos dê direitos de execução com o comando chmod +x aliases.*h

 

 

Conclusão

Numa sequência de operações não tão complexas como se imaginava foi possível chegar ao ponto de ter um Slackware utilizável. Agora com o sistema instalado e operativo, contando com um mínimo de componentes, pode ser configurado para aplicações específicas diversas.

 

 

Referências

Frenet. Gateway: O que é e como funciona. Disponível em <https://www.frenet.com.br/blog/gateway-o-que-e-como-funciona/>, acesso em 08/nov./2018

 

Red Hat. Esquema de particionamento recomendado. Disponível em <https://access.redhat.com/documentation/pt-br/red_hat_enterprise_linux/6/html/installation_guide/s2-diskpartrecommend-x86>, acesso em 4/nov./2018

 

Slackware Linux Inc. The Slackware Linux Project. Disponível em <http://www.slackware.com/>, acesso em 01/out./2018

 

Viva-o-Linux. Atualização do Slackware. Disponível em <https://www.vivaolinux.com.br/topico/Slackware/Atualizacao-do-Slackware-1>, acesso em 01/out./2018


[1] GNU é um sistema operacional e uma extensa coleção de softwares de computador. O GNU é composto inteiramente de software livre, a maioria dos quais é licenciada sob a Licença Pública Geral (GPL) do Projeto GNU. O GNU é um acrônimo recursivo para "GNU Não é Unix!".

[2] The Linux kernel is an open-source monolithic Unix-like computer operating system kernel

[3] Patrick J. Volkerding (20 de outubro de 1966 -idade 52 anos), Dakota do Norte, EUA - Graduado em Ciência da Computação em 1993 pela Minnesota State University Moorhead

[4] Universal Time Coordinated

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *