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Introdução

O Slackware versão 14.2 foi lançado em julho de 2016 e é uma distribuição GNU[1]/Linux[2] de uso geral, criada por Patrick Volkerding[3] e iniciada em janeiro de 1993.

O Slackware considerado uma distribuição para iniciados, tem grande tradição em estabilidade, seus lançamentos podem não ter elevada frequência se comparada a outras distribuições, no entanto é muito confiável uma vez alcançado o status de estável.

Instalação

Toda instalação pode ser dividida em três intervalos, antes, durantes e depois da instalação.

O antes inclui definir a distribuição a utilizar, criar o plano de instalação, obter a distribuição, ultimar preparativos da instalação.

O durante, ou seja, a instalação propriamente, consiste em operações que visam particionar e formatar discos rígidos, transferir a imagem do sistema para o disco, e efetuar configurações básicas.

O depois pode ser resumido aos ajustes conforme necessidades específicas de aplicação, instalar pacotes adicionais e efetuar configurações mais detalhadas.

Para elaboração deste texto o objetivo é instalar o Slackware 14.2.

Os requisitos de instalação estão na Tabela 1 a seguir.

Tabela 1: Requisitos de instalação do Slackware 14.2

RAM (mínimo)

RAM (recomendado)

Disco Rígido (mínimo)

64 megabytes 1 gigabytes 5 gigabytes

Fonte: Sítio do slackware. Disponível em: <http://www.slackware.com/install/sysreq.php>, acesso em 01/out./2018

Um requisito adicional da instalação é acesso à Internet para atualização do sistema.

Pré-instalação

A Tabela 2 a seguir explicita algumas informações que poderão ser necessárias ou solicitadas durante a instalação do Slackware.

Tabela 2: Informações necessárias para instalação

Hardware Informação Que Pode Necessitar
Discos Rígidos Quantos possui.
A sua ordem no sistema.
IDE (também conhecido como PATA), SATA ou SCSI.
Espaço livre disponível.
Partições.
Partições para outros sistemas operativos.
Interfaces de rede Tipo/modelo de interfaces de rede disponíveis.
Placa de Vídeo Tipo/modelo e fabricante.

Configurações de rede

Se o seu computador estiver ligado a uma rede permanente (uma ligação Ethernet ou equivalente — não uma ligação dialup/PPP), que seja administrada por outros, deve perguntar ao administrador da rede as seguintes informações:

  • O seu hostname (em geral você mesmo poderá decidir).
  • O nome de domínio.
  • O endereço IP do seu computador.
  • A máscara de rede para utilizar na sua rede.
  • O endereço IP do gateway da rede para onde o sistema deve se encaminhar, se a sua rede tiver um gateway.
  • Qual será o servidor DNS (Domain Name Service).

No URL <https://mirrors.slackware.com/mirrorlist/> estão disponibilizados os endereços de diversos espelhos para o download do Slackware onde é possível escolher o mais apropriado para baixar a imagem de instalação. Tomando como base a imagem da versão 14.2 de julho de 2016, seu tamanho é de 2,58 G bytes (2.773.483.520 bytes) o que dependendo da velocidade de conexão e do espelho selecionado pode demorar várias horas de download.

Esta imagem pode ser gravada em um DVD. Se seu sistema for um Windows™ versão 7, ou mais recente, as mídias ópticas podem ser gravadas sem programas adicionais.

O planejamento da instalação envolve determinar o particionamento pretendido das unidades de disco, o padrão de teclado disponível para o console, localização geográfica e fuso horário pretendidos para uso e operação.

A seguir de forma simplificada apresentam-se os itens planejados para esta instalação:

Tabela 3: Plano de instalação simplificado

    1. Teclado ABNT2
    2. Localização do sistema América do Sul, Brasil, São Paulo
    3. Fuso horário UTC[4] -3:00
    4. IP da interface de rede será obtido por DHCP
  1. O hostname e domínio serão slack e starfleet
  2. Particionamento do disco de 58G bytes:
  • Partição 1 sda1       física      300 MB        /boot       ext4        bootable
  • Partição 2 sda2       física      2 GB                          swap
  • Partição 3 sda3       física      1 GB           /var        ext4
  • Partição 4 sda4       física      54,7 GB       /             ext4

Nota: Para efeito deste texto foi adotado um particionamento simplista

Efetuando a instalação

Carregando a mídia com a imagem de instalação e iniciando o computador será apresentada a tela representada na Figura 1.

Figura  1: Boot do CD de instalação do Slackware

Caso não sejam necessárias quaisquer opções adicionais para o boot, basta pressionar <ENTER> para prosseguir no processo de inicialização do Slackware e com sua instalação.

A partir daqui serão pouco mais de 25 passos para concluir a instalação e então passar à pós instalação.

Inicialmente é oferecida a escolha de layout (mapeamento) do teclado para o caso de este não ser US, como ilustrado na Figura 2 a seguir.

Figura  2: Seleção de layout de teclado

Optando por selecionar um mapeamento de teclado diferente será apresentado um menu de seleção com diversos diferentes mapas de teclado conforme ilustrado na Figura 3.

Figura  3: Menus de mapas de teclado

Será oferecido um teste para verificar a correta operação do teclado. Uma vez concluído o teste, o prompt de login é apresentado, neste ponto é possível efetuar login como root sem a necessidade de fornecer qualquer senha (vide Figura 4).

Figura  4: Login pré-instalação

A primeira providência para a instalação é particionar o(s) disco(s), para tanto pode ser usado o aplicativo fdisk, como mostra a Figura 5, na qual o parâmetro de chamada (disco a ser particionado) é o primeiro disco SATA (/dev/sda).

Figura  5: Chamada para execução do fdisk

 

Seguindo o plano de instalação uma partição bootável para “/boot” deve ser criada e como só haverá quatro (4) partições no total, esta pode ser primária, o que é exemplificado na Figura 6.

Figura  6: Criação de partição primária bootável

A seguir é criada a partição para a memória virtual do sistema como mostra a Figura 7.

Figura  7: Criação da partição swap

Seguindo com o plano de instalação a próxima partição a criar é para abrigar /var, de forma que o sistema de arquivos não seja preenchido por arquivos e log e caixas postais e outros itens normalmente presentes nessa árvore de diretório. A Figura 8 ilustra esta situação.

Figura  8: Criação da partição para /var

Por último será criada a partição raiz que abrigará todo o restante do sistema.

Figura  9: Criação da partição para root

A Figura 9 ilustra a criação desta última partição primária, cujo limite é de quatro partições, e dispensa, portanto, a indicação de qual partição se deseja criar, motivo do erro de operação representado.

A Figura 10 mostra o efeito da operação de gravação das partições e saída do fdisk, que leva à resincronização e consequente releitura da tabela de partição do disco.

Figura  10: Gravação das partições na tabela de partição

Na Figura 11 é mostrada a execução do comando fdisk -l que gera um relatório do particionamento de discos do computador.

Figura  11: Relatório de particionamento de discos

É importante observar os seguintes dois pontos:

  • a partição que abrigará /boot (300 M bytres) é bootável
  • a partição para memória virtual (2 G bytes) é do tipo Linux swap

Falando um pouco sobre particionamento de discos

Particionar discos é o ato de reparti-los em múltiplas unidades lógicas, chamadas partições, isto é, como se existissem múltiplos discos dentro de um só disco físico.

Imagine uma biblioteca com diversas seções. Cada seção contém múltiplos livros, cujo tema se insere nessa mesma seção. Um disco rígido pode ser a biblioteca, as partições do disco são as seções da biblioteca, e os arquivos de cada partição são os livros de cada seção.

Quando se instala mais que um sistema operacional (SO) no mesmo disco, é obrigatório utilizar partições diferentes, uma para cada sistema operacional (ou diferentes discos). Neste caso, o “tema” de cada partição (cada seção) é o SO. Mas também é possível criar-se partições para arquivos específicos, por exemplo, para arquivos de dados pessoais.

Existe um limite para o número máximo de partições que um disco pode ter. Um disco pode dividir-se num máximo de quatro partições primárias. Para contornar esta limitação é possível dividir o disco até três partições primárias e uma partição estendida. Uma partição estendida pode dividir-se em múltiplas partições lógicas. Cada partição primária e lógica opera como um disco individual.

Cada partição é formatada com um determinado sistema de arquivos, como o NTFS (Windows), HFS (Mac OS) ou Ext4 (Unix), embora existam muitos outros. Sistemas como o Linux necessitam também de uma partição dedicada à chamada memória virtual (swap). Sistemas como o Windows colocam o swap na partição do SO.

A utilidade do particionamento

Imagine que o seu disco tem apenas uma partição. O sistema operacional está instalado e os seus arquivos também estão lá gravados. Acontece uma catástrofe e um setor do disco é corrompido. Por azar, é um setor que impede a inicialização do sistema operacional. Se fossem duas partições, uma para o SO e outra para os dados, seria tão simples como instalar esse disco em outro computador e utilizá-lo para recuperar os dados da partição que ficou a salvo.

Vantagens

  • Ao separar o sistema operacional de programas e arquivos, é possível fazer backups de imagem do disco, para posterior restauro, em caso de catástrofe.
  • Permite separar grandes arquivos de cache, de log, paginação, hibernação, etc., ou seja, arquivos que mudam dinâmica e rapidamente de tamanho, numa partição à parte. Isto evita a fragmentação da partição do SO.
  • Permite manter programas e dados usados frequentemente próximos uns dos outros, o que no caso dos discos magnéticos, é fundamental por necessitar de menos deslocamentos das cabeças de leitura/escrita.
  • Permite instalar vários sistemas operacionais num mesmo disco.
  • Aumenta o desempenho geral do sistema, nos sistemas em que os sistemas de arquivos menores são mais eficientes.

Desvantagens

  • Reduz o espaço disponível, pois cada nova partição necessita de espaço para as áreas de administração do sistema de arquivos. O que é ridiculamente pequeno em relação à capacidade atual dos discos.
  • Pode reduzir a performance do acesso a arquivos quando este acesso é feito paralelamente e em múltiplas partições. Previne também que os desfragmentadores movam os arquivos de uma partição para próximo dos arquivos de outra partição. Motivo pelo qual a definição de um esquema de particionamento bem feito é crucial.
  • Atrasa a cópia de arquivos, que se realizada entre partições distintas força a duplicação dos dados ao invés de apenas mudanças nas áreas de administração do sistema de arquivos.

Tamanho da partição de memória virtual

Por exemplo, a recomendação da RedHat para um esquema de particionamento de sistemas x86/AMD64 é a seguinte:

  • Partição swap (2 G bytes)
  • Partição /boot (+/- 250 M bytes)
  • Partição / (> 1 G M bytes)
  • Partição /home (> 100 M bytes)

Uma partição swap (de não menos que 256 MB) é usada para suportar a memória virtual. Em outras palavras, os dados são gravados numa partição swap quando não há memória RAM suficiente para armazenar os dados que seu sistema está processando.

Nos últimos anos, a quantia de espaço de swap recomendada aumentou com a quantidade de RAM no sistema. Mas como a quantidade de memória nos sistemas aumentou em centenas de gigabytes, é agora reconhecido que o espaço de swap que um sistema precisa é função da carga de trabalho executando por aquele sistema.

O espaço swap geralmente é designado durante a instalação, mas determinar a carga de trabalho de um sistema neste ponto pode ser difícil.

No entanto, esta configuração não tem uma calibragem precisa para o sistema, portanto, use a Tabela 5, caso você precise que a quantia de espaço swap seja definida mais precisamente.

Tabela 4: Tamanhos mínimos das partições

Diretório Tamanho Mínimo
/ 250 MB
/usr 250 MB (evite colocar em uma partição separada)
/tmp 50 MB
/var 384 MB
/home 100 MB
/boot 250 MB

Tabela 5: Recomendação de tamanho de swap

Quantidade de RAM Espaço recomendado de Swap
4GB de RAM ou menos mínimo de 2GB de espaço de swap
4GB até 16GB de RAM mínimo de 4GB de espaço de swap
16GB até 64GB de RAM mínimo de 8GB de espaço swap
64GB até 256GB de RAM mínimo de 16GB de espaço swap
256GB até 512GB de RAM mínimo de 32GB de espaço swap

Ativação do programa instalador

Para iniciar o programa instalador do Slackware, utilize o comando setup, que conta com um menu de ações como ilustra a Figura 12.

Figura  12: Menu do programa de setup do Slackware

A ordem das opções determina as operações como serão efetuadas, logo inicialmente é feita novamente a seleção de mapeamento do teclado, que será a mesma já efetuada, como se viu na Figura 3. Para tanto ative a opção KEYMAP do menu (o restante do setup, desde que não interrompido, seguirá de forma contínua até seu término).

Definição dos pontos de montagem

Após a seleção do mapa de teclado, o setup detecta a partição de swap, anteriormente preparada e solicita que se confirme seus dados para ativação, como mostra a Figura 13.

Figura  13: Detecção e confirmação do local de swap

A próxima etapa é formatar e verificar a área de swap em busca de eventuais bad blocks, após o que é mostrada a linha a ser adicionada na fstab para montagem do swap no boot do sistema conforme a Figura 14.

Figura  14: Formatação, verificação e inclusão do swap na fstab

A seguir continua a varredura por partições a serem montadas durante o boot, e como root é uma partição obrigatória, é a próxima a ser indicada, conforme a Figura 15 ilustra.

Figura  15: Solicitação de indicação da partição /

Na sequência teremos o questionamento de formatação com ou sem busca de bad blocks e então a escolha de File-system a ser utilizado na formatação, tudo ilustrado nas Figuras 16 e 17 a seguir.

Figura  16: Formatação com ou sem teste de bad-blocks

Figura  17: Seleção de tipo de sistema de arquivos a utilizar

Uma vez feita a associação do ponto de montagem raiz com a partição e com o tipo de sistema de arquivos, passa-se à definição dos próximos pontos de montagem, iniciando pelo /boot conforme Figuras 18, 19 e 20.

Inicialmente escolhe-se a partição a ser configurada, na ilustração /dev/sda1.

A seguir escolhe-se como formatar a partição, com ou sem a verificação de bad blocks. Por ser uma partição pequena de apenas 300 M bytes, certamente não haverá grande acréscimo de tempo formatar com a verificação.

Finalmente, deve-se indicar o ponto de montagem no caso /boot.

Figura  18: Indicação de partições adicionais (/boot)

Figura  19: Busca de bad-blocks em partições menores é mais viável

Figura  20: Indicação de ponto de montagem da partição boot

Para finalizar a configuração das partições, como mostrado na Figura 21, seleciona-se /dev/sda3, reservada para ser /var.

Figura  21: Seleção de partição a configurar

Da mesma forma, escolhe-se como formatar a partição, com ou sem a verificação de bad blocks, que igualmente por ser uma partição pequena de apenas 1 G bytes, certamente não haverá grande acréscimo de tempo formatar com a verificação.

Em seguida indica-se qual será o ponto de montagem da partição, que segundo a Figura 22 será /var.

Figura  22: Definição do ponto de montagem da partição

Após definidas e configuradas todas as partições é apresentado o resumo da configuração a ser adicionada em /etc/fstab para permitir a montagem automática das partições durante o boot do sistema.

Figura  23: Configuração a acrescer em /etc/fstab

Fonte da instalação

Após feitas as configurações de discos e suas partições, é dada pelo programa de instalação a opção de escolha de uma entre sete origens do Slackware, conforme mostra a Figura 24.

Figura  24: Seleção da origem para instalação do slackware

Selecionada a fonte de instalação, é perguntado se deve ser feita uma varredura automática da localização dos pacotes disponíveis para instalação, ou indicação manual da mesma, conforme Figura 25, que ilustra também a varredura em transcurso.

Figura  25: Varredura de mídias pela fonte de instalação

Seleção de pacotes para instalação

Terminada a varredura da mídia de instalação, será apresentado um menu de seleção como mostrado na Figura 26.

Figura  26: Menu de seleção de pacotes a instalar

Os pacotes são divididos em grupos e estes grupos é que são selecionáveis. No menu subsequente é possível determinar o fluxo da instalação que pode ser, instalar tudo sem prompt de confirmação, como selecionado na Figura 27

Figura  27: Seleção de andamento da instalação

Figura  28: Confirmação da seleção de andamento da instalação

A própria instalação dos pacotes é sinalizada conforme progride, como mostram as Figuras 29 e 30.

Figura  29: Exibição do andamento da instalação

Figura  30: Exibição do andamento da instalação

Uma vez concluída a instalação de pacotes como sinalizado na Figura 31, a instalação segue para seus estágios finais.

Figura  31: Conclusão da instalação de pacotes do slackware

Última etapa da instalação

Neste ponto o instalador verifica se é desejado criar um flash memory stick (pen drive) de partida para contornar eventuais problemas de boot, o que só deve ser feito em caso de real interesse.

Figura  32: Criação ou não de Flash Disk de boot

Instalação do gerenciador de partida (LiLo)

Inicia-se então a instalação do gerenciador de partida, que definirá a resolução de tela ser usada. Na Figura 33 está o menu de instalação do LiLo (Linux Loader).

Figura  33: Menu de instalação do LiLo

A Figura 34 exibe a configuração de resolução nativa do console.

Figura  34:Configuração de uso de frame buffer

Figura  35:Informação de parâmetros adicionais de boot

Acima na Figura 35 é mostrada a caixa para entrada de parâmetros adicionais específicos de iniciação caso algum hardware assim exija.

Na sequência é solicitado o uso ou não de codificação UTF-8 na linha de comando, o que por padrão no slackware não é utilizado.

Figura  36: Configuração de encoding do sistema

A Figura 37 mostra o menu de seleção de locação para instalação do LiLo, cujo padrão slackware é estar no MBR.

Figura  37: Seleção de local de instalação do LiLo

Configuração de Mouse

As próximas duas interações do instalador são para efetuar ajustes no mouse, se o seu sistema contar com um, selecione no menu de configuração do mouse (Figura 38) o tipo e conexão devidos.

Figura  38: Configuração de tipo e conexão de mouse

Figura  39: Configuração de operação do mouse

Já na Figura 39 é solicitada a confirmação de inclusão de configuração de operação do mouse na iniciação do GPM.

Configuração de Rede

Esta fase da instalação é dada a configurar a interface rede da máquina, opção que pode ou não ser exercida e cuja escolha é obtida na tela ilustrada na Figura 40 a seguir.

Figura  40: Confirma se configura a interface de rede

O primeiro item referente à rede a ser configurado é o nome do host que será utilizado na rede, informação obtida na tela representada na Figura 41.

Figura  41: Solicitação do hostname para a máquina

A Figura 42 apresenta a solicitação de entrada de nome de domínio, que o slackware toma como obrigatório.

Figura  42: Solicitação de nome de domínio na rede

As interfaces de rede podem receber um número IP fixo ou dinâmico para se integrarem a uma rede local, de maneira geral a configuração mais comum é DHCP, que é selecionada como exibido na Figura 43 a seguir.

Como é natural deve haver um servidor DHCP presente na rede para ceder os IPs diversos às diversas máquinas solicitantes. Caso o nome de servidor seja conhecido, deverá ser informado na tela representada na Figura 44 mais adiante.

Terminada esta rodada de configurações é apresentado um relatório para confirmação das configurações efetuadas conforme a Figura 45.

Figura  43: Tipo de configuração de IP da interface

Figura  44: Definição do servidor DHCP

Figura  45: Confirmação das configurações de rede

Serviços iniciados por padrão

Neste momento o instalador apresenta um menu para seleção dos serviços que devem ser disparados na inicialização do sistema.

Figura  46: Iniciação de serviços no boot

Configuração de fontes adicionais

É dada a chance durante a instalação de adicionar fontes de caracteres não nativas da distribuição, como mostra a Figura 47.

Figura  47: Adição de fontes de caracteres

Ajuste do relógio calendário

O relógio de hardware (relógio calendário) pode operar em sincronismo com a hora local ou UTC (Universal Time Coordinated) e isso é informado na tela representada na Figura 48.

Figura  48: Ajuste do relógio calendário

Ajuste de fuso horário

É fundamental que o sistema esteja corretamente localizado para fins de sincronização com outros servidores e para tanto é apresentada uma lista para seleção da localização física do sistema que indica o fuso horário a utilizar.

Figura  49: Configuração de fuso horário

Configuração de senha do root

Até o presente momento do processo de instalação não há uma senha de root cadastrada e agora o instalador solicita esta senha, que não será exibida e deve ser digitada duas vezes para garantir que está corretamente informada.

Figura  50: Configuração de senha do root

Este é o último ato de instalação do sistema operacional.

Finalização da instalação

Daqui até o efetivo reboot do sistema, acontecem uma série de telas solicitando autorização para resetar (Figura 51), indicando o término do programa instalador (Figura 52), solicitando a retirada da mídia do leitor (Figura 53), Solicitação de permissão para efetuar o reboot (Figura54), e finalmente na Figura 55 a ocorrência do reboot.

Figura  51: Término do processo de instalação

Figura  52: Saída do instalador

Figura  53: Retirada da mídia

Figura  54: Solicitação para reboot

Figura  55: Reboot em processo

Primeiro Boot

Ao reiniciar é apresentado um menu de seleção de sistema para boot, incluindo a opção de acesso ao prompt do LiLo. Nesta tela é relevante notar o número 64 representado em notação binária presente abaixo do logo slackware, indicando que é a versão de 64 bits do sistema que está sendo executada. A Figura 56 mostra o aspecto desse menu.

Figura  56: Primeiro boot pós instalação

Note-se que como só o Linux Slackware está instalado, não surgem outras opções de sistemas para inicializar.

O primeiro login no sistema deverá ser feito como root, pois não há usuários cadastrados até o momento. A Figura 57 ilustra esta situação.

Figura  57: Primeiro login

Atualização do sistema instalado

Como é normal após a instalação de um sistema operacional, uma das primeiras ações é promover a atualização do sistema junto a um repositório oficial do mesmo. A Figura 58 mostra a primeira tentativa de promover tal atualização.

Figura  58: Primeira atualização do sistema

No entanto ocorre uma falha que se deve a indefinição de espelho para coleta das atualizações, condição a ser resolvida pela edição do arquivo /etc/slackpkg/mirrors, como mostra a Figura 59.

Figura  59: Ajuste de espelho para atualização

Em função da localização do sistema escolhe-se um e apenas um espelho a ser configurado para uso. Após esta configuração o comando slackpkg upgrade-all funcionará corretamente, exibindo a lista de pacotes atualizáveis para seleção/deseleção como ilustra a Figura 60.

Figura  60: Lista de atualizáveis

Selecionados os pacotes a atualizar é feito o download das atualizações conforme a Figura 61, e a seguir inicia-se o processo de atualização como na Figura 62.

Figura  61: Download das atualizações

Figura  62: Instalação das atualizações

Ao término da atualização se necessário (atualização de kernel) será recomendado a execução do LiLo como sugerido na Figura 63 a seguir.

Figura  63: Sugestão de execução do LiLo

Que pode eventualmente levar a situação de decidir entre manter as antigas configurações, assumir as novas configurações, descartar as novas configurações, ou analisar via linha de comandos o que fazer. Em se tratando de uma primeira execução certamente assumir as novas configurações não gerará qualquer conflito. Na Figura 64 está mostrada esta situação.

Figura  64: Menu de opções do LiLo

Pós-instalação

Dependendo da aplicação para o sistema diferentes pós-instalações podem ser executadas, incluindo a instalação de pacotes específicos.

A seguir algumas possibilidades de configuração pós-instalação que não necessariamente direcionam, ou limitam, a aplicabilidade de um sistema.

  • Criação de usuário
  • Endereço IP fixo

Segue um breve extrato destes ajustes de configuração, no entanto, para todos os efeitos o plano de configuração deveria conter mais algumas informações relacionadas a seguir.

Plano de Instalação complemento

Endereçamento IP: Interface de rede 1

Tabela 6: Complemento do plano de instalação

Item Valor
IP Modo: Estático
Endereço IP: 192.168.0.8
Máscara: 255.255.255.0
Broadcast: 192.168.0.255
Gateway: 192.168.0.1
DNS1: 8.8.8.8
DNS2: 8.8.4.4
DNS3: 192.168.0.1

Ajustar alguns aliases mínimos (ll=ls -lA) para novos usuários

Criação de usuário

A criação de usuários pode ser efetuada pelo comando useradd e pelo comando adduser. O comando adduser é roteirizado e a sequência de Figura 65 até 67, mostra como opera.

Figura  65: Operação do comando adduser (parte 1/3)

Inicialmente deve-se fornecer o username, a seguir o ID pode ser automático ou definido pelo operador, assim como o grupo padrão do usuário (por omissão assume-se o grupo user) e grupos adicionais a que pertença.

Figura  66: Operação do comando adduser (parte 2/3)

A seguir é dada a possibilidade de definir o diretório home do usuário, que por padrão estará na árvore /home e terá o mesmo nome usado para username anteriormente. Então é dada a opção de escolha do Shell command que por omissão é o bash. E pode-se determinar uma data de validade para a conta, caso não seja informada a data ela será perene. Na sequência é exibido um resumo das configurações até este ponto e solicitada permissão para continuar a criação da conta.

Figura  67: Operação do comando adduser (parte 3/3)

Dando prosseguimento serão pedidos dados de administração de pessoal para o usuário como nome completo, número de sala, número telefônico do trabalho, número telefônico residencial, e por fim outros dados que sejam relevantes para a administração de pessoal. A última etapa da criação de conta é o suprimento da senha de acesso, que deve ser redigitada para confirmação e o novo usuário estará criado neste ponto.

IP Fixo

Com o aplicativo netconfig é possível reconfigurar as interfaces de rede, a interface de rede será configurada para que operar com IP estático.

Na Figura 68 é apresentada a primeira tela do netconfig, na qual é solicitado o nome a ser utilizado na identificação da máquina na rede (hostname).

A Figura 69 mostra a tela de solicitação de nome de domínio (ou grupo de trabalho) onde estará a máquina.

Figura  68: Solicitação de hostname

Figura  69: Solicitação de domínio

Informados estes itens netconfig solicita o tipo de configuração da interface, se IP dinâmico ou estático, como ilustra a Figura 70.

Figura  70: Tipo de configuração a realizar

Definido o tipo como IP estático, o programa solicita o IP designado para a interface, depois solicita a máscara de rede a empregar, como mostram as Figuras 71 e 72.

Figura  71: Endereço IP para esta interface de rede

Figura  72: Máscara de rede a utilizar

E neste ponto é solicitado que seja informado o IP do gateway de rede, conforme a Figura 73 ilustra.

Figura  73: Endereço IP do gateway para a rede

Havendo acesso ao servidor de nomes, questionado como na Figura 74, é solicitado o IP do servidor de nomes primário, sendo possível posteriormente adicionar os demais endereços de servidores de nomes editando o arquivo /etc/resolv.conf.

Figura  74: Questionamento de acesso a servidor de nomes

A solicitação do IP do servidor de nomes é mostrada na Figura 75.

Figura  75: Definição de servidor de nomes

Com todos os itens da configuração fornecidos, é exibido um resumo dos ajustes e solicitada a confirmação dos mesmos de acordo com a Figura 76.

Figura  76: Resumo de configuração

Na Figura 77 é informado o término da configuração e solicitado seu encerramento.

Figura  77: Informação de término de processo

Ajuste de aliases mínimos

Logado como root e usando o nano ou o vi crie um arquivo chamado aliases.sh no diretório /etc/profile.d, com o seguinte conteúdo:

Listagem 1: Conteúdo de aliases.sh

alias ll=’ls -lA’
alias vi=’vim’

E um arquivo chamado aliases.csh no diretório /etc/profile.d, com o seguinte conteúdo:

Listagem 2: Conteúdo do arquivo aliases.csh

alias ll 'ls -lA'
alias vi vim

A esses arquivos dê direitos de execução com o comando chmod +x aliases.*h

 

 

Conclusão

Numa sequência de operações não tão complexas como se imaginava foi possível chegar ao ponto de ter um Slackware utilizável. Agora com o sistema instalado e operativo, contando com um mínimo de componentes, pode ser configurado para aplicações específicas diversas.

 

 

Referências

Frenet. Gateway: O que é e como funciona. Disponível em <https://www.frenet.com.br/blog/gateway-o-que-e-como-funciona/>, acesso em 08/nov./2018

 

Red Hat. Esquema de particionamento recomendado. Disponível em <https://access.redhat.com/documentation/pt-br/red_hat_enterprise_linux/6/html/installation_guide/s2-diskpartrecommend-x86>, acesso em 4/nov./2018

 

Slackware Linux Inc. The Slackware Linux Project. Disponível em <http://www.slackware.com/>, acesso em 01/out./2018

 

Viva-o-Linux. Atualização do Slackware. Disponível em <https://www.vivaolinux.com.br/topico/Slackware/Atualizacao-do-Slackware-1>, acesso em 01/out./2018


[1] GNU é um sistema operacional e uma extensa coleção de softwares de computador. O GNU é composto inteiramente de software livre, a maioria dos quais é licenciada sob a Licença Pública Geral (GPL) do Projeto GNU. O GNU é um acrônimo recursivo para "GNU Não é Unix!".

[2] The Linux kernel is an open-source monolithic Unix-like computer operating system kernel

[3] Patrick J. Volkerding (20 de outubro de 1966 -idade 52 anos), Dakota do Norte, EUA - Graduado em Ciência da Computação em 1993 pela Minnesota State University Moorhead

[4] Universal Time Coordinated

Introdução

Arch Linux é uma distribuição GNU /Linux de uso geral, compilada exclusivamente para a arquitetura Intel x86_64 (em janeiro de 2017 foi anunciada a descontinuação do suporte a arquitetura i686) empenhada em fornecer as últimas versões estáveis da maioria dos softwares, seguindo um modelo de lançamento contínuo (rolling-release).

Arch Linux se baseia em cinco diretrizes: simplicidade; modernidade; pragmatismo; foco no usuário; versatilidade.

A instalação padrão é um sistema base mínimo, configurado pelo usuário para adicionar apenas o que seja propositalmente necessário.

Se você:

  • não tem habilidade, tempo, ou desejo para se dedicar a uma distribuição GNU/Linux do tipo "faça você mesmo";
  • precisa de suporte a uma arquitetura diferente de x86_64;
  • insiste em usar uma distribuição que só fornece software livre conforme definido pela GNU;
  • acredita que um sistema operacional deve se autoconfigurar, vir pronto para usar e incluir um conjunto padrão completo de softwares e ambiente de área de trabalho na mídia de instalação;
  • não deseja uma distribuição GNU/Linux de lançamento contínuo (rolling release);
  • Provavelmente você pode não querer usar o Arch e está satisfeito com seu sistema operacional atual.

O Arch Linux segue o FHS (em português, hierarquia de sistema de arquivos) para sistemas de arquivos usando o gerenciador de serviço systemd.

O Arch não foi projetado para nenhum tipo de uso específico (distribuição de uso geral). Em vez disso, ele é projetado para um determinado tipo de usuário. O Arch visa usuários competentes que gostam de sua natureza faça você mesmo (DIY) e que a exploram para moldar o sistema para atender às suas necessidades exclusivas. Portanto, nas mãos de sua base de usuários alvo, o Arch pode ser usado praticamente para qualquer propósito. Muitos usam o Arch em seus desktops e estações de trabalho. E, claro, o archlinux.org é executado no Arch.

Veremos aqui aspectos de sua instalação.

Instalação

Toda instalação pode ser dividida em três períodos, antes, durantes e depois da instalação.

O antes inclui definir a distribuição a utilizar, criar o plano de instalação, obter a distribuição, ultimar preparativos da instalação.

A própria instalação, ou o durante, consiste em algumas, ou muitas, operações que visam particionar e formatar discos rígidos, transferir a imagem do sistema para o disco, efetuar configurações básicas.

O depois pode ser resumido a fazer ajustes conforme necessidades específicas de aplicação, instalar pacotes adicionais e efetuar configurações mais detalhadas.

Para elaboração deste texto teremos como objetivo instalar o Arch Linux.

Pré-instalação

No URL <https://www.archlinux.org/download/> estão disponibilizados os endereços de diversos espelhos para o download do Arch Linux onde é possível escolher o mais apropriado para baixar a imagem do “disco de instalação”. Tomando como base a imagem de 1º de setembro de 2018, seu tamanho é de 571 M bytes (598.736.896 bytes) o que dependendo da velocidade de conexão e do espelho selecionado pode demorar entre 40 segundos e até 20 minutos, ou mais, de download.

Esta imagem pode ser gravada em um CD, um DVD, ou um flash drive (pen-drive) para efetuar a instalação. Se seu sistema for um Windows 7, ou mais recente, as mídias ópticas podem ser gravadas sem programas adicionais, já para gravar em flash drives um programa adicional, por exemplo o rufus (download em <https://rufus.akeo.ie/>), ou outro equivalente, será necessário.

O planejamento da instalação envolve determinar o particionamento pretendido das unidades de disco, o padrão de teclado disponível para o console, localização geográfica e fuso horário pretendidos para uso e operação.

A seguir de forma simplificada apresentam-se os itens planejados para esta instalação:

Tabela 1: Plano de instalação simplificado

Plano de Instalação Arch Linux

Layout do TecladoABNT2
Localização América do Sul; Brasil; São Paulo
Fuso horárioUTC -3:00
Particionamento1 - sda1 física 500 MB /boot ext4
2 - sda2 física 3,5 GB /var ext4
3 - sdb1 física 10 GB / ext4
4 - sdc1 física 2G swap
NOTA: Para efeito deste artigo foi adotado um particionamento simplista

Um requisito adicional da instalação é acesso à Internet para obtenção de pacotes de repositório remoto conforme requeridos.

Efetuando a instalação

Carregando a mídia com a imagem da distribuição e iniciando o computador será apresentado um menu de seleção de ações, como mostra a Figura 1 a seguir.

Tela com menu inicial do Live CD Arch Linux
Figura 1: Boot do Live CD do Arch Linux

As seis opções de menu do Live CD do Arch Linux

Boot Arch Linux (x86_64)
Boot existing OS
Run Mentest86+ (RAM test)
Hardware Information (HDT)
Reboot
Power Off

As ações de cada opção são:

Boot Arch Linux (x86_64) executa o sistema contido na mídia, com a qual faremos as operações de instalação nesta oportunidade.

Boot existing OS executa o sistema presentemente instalado nos discos do sistema.

Run Mentest86+ (RAM test) roda o diagnóstico de memória.

Hardware Information (HDT) executa detecção de hardware e exibe suas informações.

Reboot reinicializa a máquina que contém a mídia.

Power Off efetua o desligamento da máquina.

Utilizando a primeira opção do menu inicia-se o Arch Linux do Live CD e obtém-se o prompt de comando com credenciais de root.

Tela do processo de iniciação do Arch Linh
Figura 2: Processo de boot do Arch Linux do Live CD
Prompt de comando do Live CD Arch Linux, com o usuário root logado automaticamente
Figura 3: Prompt de comando como root autologado no Arch Linux do Live CD

A partir daqui serão pouco mais de 35 passos para concluir a instalação e então passar à pós instalação.

 

Configuração de teclado

Uma vez que, por padrão, a configuração de teclado é o layout americano e o plano de instalação solicita teclado no padrão ABNT2 é recomendável iniciar por essa configuração de forma a facilitar a operação do teclado do console.

É possível verificar os layouts disponíveis na árvore de diretório /usr/share/kbd/keymaps/ onde estão todos os arquivos de mapeamento de layout de teclado disponíveis no Arch Linux, que atualmente somam pelo menos 216 deles como mostra a saída do comando a seguir que lista todos os mapeamentos disponíveis:

Código  1: Exibição de mapas de teclado

# ls /usr/share/kbd/keymaps/**/*.map.gz

A configuração é efetivada com o comando mostrado a seguir:

Código  2: Comando de seleção de mapa do teclado

# loadkeys br-abnt2

 

Configuração de caracteres exibíveis

De forma semelhante aos layouts de teclado, há diversos conjuntos de caracteres exibíveis diferentes, em função das características idiomáticas diversas a serem contempladas.

Para a localização do sistema, segundo o plano de instalação, o conjunto de caracteres que melhor se adequa é o denominado lat0-16, que é assumido a partir do comando mostrado abaixo:

Código  3: Comando de seleção de conjunto de caracteres

# setfont lat0-16

 

Configurar o locale (localização)

A localização do sistema como solicitado no plano de instalação leva à necessidade de ajustar o arquivo locale.gen (gravado no diretório /etc/) utilizado como base de configuração para o comando de mesmo nome.

Por padrão o ajuste en_US.UTF-8 UTF-8 está habilitado e em cumprimento ao plano de instalação deve-se ‘descomentar’ (eliminar o caractere # do início da linha) a linha contendo pt_BR.UTF-8 UTF-8, correspondente à localização desejada.

Para tanto deve-se utilizar o editor de texto de maior familiaridade para levar a cabo a alteração. O Live CD do Arch conta com o nano e com o vi instalado e operativos.

Exemplos de comando para edição do arquivo de configuração:

Código  4: Edição o arquivo de geolocalização

# nano /etc/locale.gen

# vi /etc/locale.gen

Criação do arquivo de configuração de idioma

Uma vez ajustado o arquivo locale.gen, pela execução do comando locale-gen são criados os necessários arquivos de localização para o sistema.

Em seguida deve-se exportar a variável LANG com o novo valor (pt_BR.UTF-8) e opcionalmente gerar o arquivo locale.conf (no diretório /etc) com a mesma definição de variável.

A sequência de comando é mostrada abaixo

Código  5: Comandos de ajuste idiomático

# locale-gen
# export LANG=pt_BR.UTF-8
# echo "LANG=pt_BR.UTF-8" > /etc/locale.conf

 

Conexão à Internet via cabo ou Wi-Fi

Por padrão a conexão a cabo para rede vem habilitada, no entanto, pode ser conveniente garantir essa habilitação. Isto pode ser feito com a utilização do comando dhcpcd, nos moldes a seguir para forçar uso de IPv4 ou de IPv6.

Código  6: Comandos de ativação de subsistema de rede fiada

#dhcpcd --ipv4only

#dhcpcd --ipv6only

Se a instalação da máquina provê conexão por Wi-Fi, utilizando o seguinte comando esta é habilitada.

Código  7: Comando de ativação de subsistema de rede sem fio

# wifi-menu

 

Teste da conexão à Internet

Para verificar o sucesso da configuração da interface de rede e sua conexão à Internet basta um ping.

Conforme configurado no passo anterior o ping deve ser emitido em IPv4 ou IPv6 conforme exemplos.

Código  8: Comandos de teste de conexão

# ping -4 archlinux.org

# ping -6 archlinux.org

 

Determinar discos rígidos detectados

Com uma busca na saída do comando dmesg pela string sd poderão ser determinados os discos rígidos detectados.

Abaixo exemplo de execução do comando e um sistema com um disco rígido, previamente particionado e formatado.

Código  9: Exibição da detecção de discos

# dmesg | grep sd
[    4.637391] sd 1:0:0:0: [sda] 8388608 512-byte logical blocks: (4.29 GB/4.00 GiB)
[    4.637399] sd 1:0:0:0: [sda] Write Protect is off
[    4.637401] sd 1:0:0:0: [sda] Mode Sense: 00 3a 00 00
[    4.637413] sd 1:0:0:0: [sda] Write cache: enabled, read cache: enables, doesn't support DPO or FUA
[    4.637881] sd 1:0:0:0: [sda] Attached SCSI disk
[    4.638103] sd 3:0:0:0: [sdb] 20971520 512-byte logical blocks: (10.7 GB/10.0 GiB)
[    4.638110] sd 3:0:0:0: [sdb] Write Protect is off
[    4.638112] sd 3:0:0:0: [sdb] Mode Sense: 00 3a 00 00
[    4.638124] sd 3:0:0:0: [sdb] Write cache: enabled, read cache: enables, doesn't support DPO or FUA
[    4.638548] sd 3:0:0:0: [sdb] Attached SCSI disk
[    4.638827] sd 4:0:0:0: [sdc] 4194304 512-byte logical blocks: (2.15 GB/2.0 GiB)
[    4.638834] sd 4:0:0:0: [sdc] Write Protect is off
[    4.638836] sd 4:0:0:0: [sdc] Mode Sense: 00 3a 00 00
[    4.638848] sd 4:0:0:0: [sdc] Write cache: enabled, read cache: enables, doesn't support DPO or FUA
[    4.639248] sd 4:0:0:0: [sdc] Attached SCSI disk

 

Uma alternativa ao método acima é utilizando o comando lsblk.

Código  10: Comando alternativo de exibição de discos

# lsblk
NAME   MAJ:MIN RM   SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
loop0    7:0    0 459,6M  1 loop /run/archiso/sfs/airootfs
sda      8:0    0     4G  0 disk
sdb      8:16   0    10G  0 disk
sdc      8:32   0     2G  0 disk
sr0     11:0    1   571M  0 rom  /run/archiso/bootmnt

 

Particionar o(s) disco(s)

Com uma ferramenta de particionamento a escolha, Arch Linux Live CD conta com no mínimo três ferramentas: fdisk; cfdisk; e parted, efetua-se o particionamento conforme o plano de instalação.

 

Formatar as partições

Comandos específicos para formatar partições de dados e de swap serão utilizados neste ponto do processo de instalação, conforme exemplificado a seguir:

Código  11: Comandos de formatação de partições

# mkfs.ext4 /dev/sda1
# mkfs.ext4 /dev/sda2
# mkfs.ext4 /dev/sdb1
# mkswap /dev/sdc1

 

Ativar e testar a partição swap

O comando swapon é utilizado para ativar partições swap. O mesmo comando pode ser utilizado para verificação da partição swap. Há também a possibilidade de utilizar o comando free com a opção -h.

A sequência de comandos a seguir efetua as tarefas descritas.

Código  12: Comandos de ativação e verificação de partição swap

# swapon /dev/sdc1
 
# swapon -s
Nome do arquivo    Tipo         Tamamnho    Usado  Prioridade
/dev/sdc1          partition    2096124 0   -2
 
# swapon --show
NAME      TYPE      SIZE USED PRIO
/dev/sdc1 partition   2G   0B   -2
 
# free -h
       total   usada   livre   compart.   buff/cache   disponível
Mem.:  988Mi    47Mi   639Mi       78Mi        302Mi        726Mi
Swap:  2,0Gi      0B   2,0Gi

 

Criar pontos de montagem e montar as partições

Tudo relacionado aos discos rígidos estando configurado, particionado e formatado deve-se montar as partições em seus pontos de montagem devidos. Conforme o plano de instalação monta-se na ordem:

Tabela 2: Pontos de montagem das partições

 PartiçãoComandos
1raizmount /dev/sdb1 /mnt
2bootmkdir /mnt/boot
mount /dev/sda1 /mnt/boot
3varmkdir /mnt/var
mount /dev/sda2 /mnt/var

Inspeção das partições montadas em seus pontos

Utilizando o comando lslbk é possível verificar o layout das partições, agora montadas em seus respectivos pontos, verificando o seguimento do plano de instalação.

Código  13: Exibição de discos e partições montadas

# lsblk
NAME   MAJ:MIN RM   SIZE RO TYPE MOUNTPOINT
loop0    7:0    0 459,6M  1 loop /run/archiso/sfs/airrootfs
sda      8:0    0     4G  0 disk
|-sda1   8:1    0   500M  0 part /mnt/boot
\-sda2   8:2    0   3,5G  0 part /mnt/var
sdb      8:16   0    10G  0 disk
\-sdb1   8:17   0    10G  0 part /mnt
sdc      8:32   0     2G  0 disk
\-sdc1   8:33   0     2G  0 part [SWAP]
sr0     11:0    1   571M  0 rom  /run/archiso/bootmnt

 

Instalação dos pacotes base

Com o script pacstrap é efetivada a instalação dos pacotes componentes do sistema base.

O comando que instala tais pacotes está abaixo:

Código  14: Comando de instalação do Sistema Operacional

# pacstrap /mnt base

 

Geração do arquivo fstab

Com o comando genfstab é criado o arquivo fstab que controla a montagem dos discos na partida do S.O.

Código  15: Comando de geração de do arquivo FSTAB

# genfstab -p /mnt/ >> /mnt/etc/fstab

A execução resulta em um arquivo com a seguinte aparência

Código  16: Conteúdo do arquivo FSTAB gerado

# Static information about the filesystems.
# see fstab(5) for details.
 
# <file system> <dir> <type> <options> <dump> <pass>
# UUID=a1bd3368-cb9a-4c13-a433-70a1e6aa615a
/dev/sdb1    /           ext4   rw,realtime       0 1
 
# UUID=9830efdf-8b57-42e3-9eac-c297dcf90f55
/dev/sda1    /boot       ext4   rw,realtime       0 2
 
# UUID=12978d75-161b-4ddc-ad25-2de316de4c07
/dev/sda2    /var        ext4   rw,realtime       0 2
 
# UUID=7868db81-8c32-4de5-b54e-847bf34bbd5e
/dev/sdc1    none        swap   defaults,pri=-2   0 0

Caso seja desejado pode-se editar o arquivo com nano, vi, ou vim.

 

Criar ambiente chroot

O script arch-chroot que integra o pacote arch-install-scripts, monta sistemas de arquivos de API e torna o /etc/resolv.conf disponível no chroot

Código  17: Comando de 'mudança' de raiz

# arch-chroot /mnt /bin/bash

 

Configurar o locale do sistema recém instalado

Semelhante ao referido no item “Configuração do arquivo de configuração de idioma” acima editar o arquivo /etc/locale.gen para localizar o sistema conforme o plano de instalação (descomentar a linha pt_BR.UTF-8 UTF-8). A seguir com o comando locale-gen gera-se os arquivos de localização devidos.

Código  18: Comandos de configuração de localização do sistema instalado

# vi /etc/locale.gen
# locale-gen

 

Criação do arquivo de configuração de idioma

Provendo o arquivo /etc/locale.conf ajusta-se o idioma da interface do Arch Linux

Código  19: Configuração de idioma do sistema instalado

# echo "LANG=pt_BR.UTF-8" > /etc/locale.conf
# export "LANG=pt_BR.UTF-8"

 

Reconfiguração de teclado e caracteres exibíveis

Semelhantemente aos itens “Configuração de teclado” e “Configuração de caracteres exibíveis” anteriores com os comandos loadkeys e setfont configura-se os padrões idiomáticos apropriados para teclado e tela de console

Código  20: Comandos de configuração de teclado e caracteres

# loadkeys br-abnt2
# setfont lat0-16

 

Persistir as configurações

Para tornar persistentes estas configurações, deve-se prover o arquivo /etc/vconsole.conf com os seguintes valores:

Código  21: Conteúdo do arquivo de persistência de configuração de teclado e caracteres

KEYMAP=br-abnt2
FONT=lat0-16
FONT_MAP=

 

Configurar o fuso horário

A configuração de fuso horário é feita pela construção de um link simbólico para o arquivo de time-zone da localização indicada no plano de instalação.

Com o comando a seguir determina-se a existência do arquivo de fuso horário mais apropriado.

Código  22: Exibição de Zonas de Tempo disponíveis

# ls /usr/share/zoneinfo/America

Determinado o melhor arquivo com o comando a seguir constrói-se o link simbólico que configura o fuso horário.

Código  23: Comando de configuração de fuso horário

# ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime

 

Sincronização do relógio de hardware

O comando hwclock gera o arquivo /etc/adjtime.

Código  24: Comando de sincronização do relógio de hardware

# hwclock --systohc --utc

 

Configurando o repositório e sincronizando

Editando o arquivo /etc/pacman.conf ao descomentar as linhas abaixo, o sistema poderá executar aplicativos de 32 bits.

Código  25: Edição do arquivo pacman.conf

[multilib]
Include = /etc/pacman.d/mirrorlist

A sincronização de repositório é efetuada com o comando

Código  26: Comando de sincronização com repositório

# pacman -Sy

 

Definir o hostname

Criar o arquivo /etc/hostname com o nome para o host com a linha de comando a seguir

Código  27: Comando de configuração de nome do host

# echo archlinux > /etc/hostname

 

Configurar o arquivo hosts

O arquivo hosts deve ser configurado com o conteúdo abaixo registrado.

Código  28: Configuração inicial do resolvedor de nomes local

127.0.0.1   localhost.localdomain   localhost
::1   localhost.localdomain   localhost

 

Instalar pacotes sudo; autocompletion e grub

Pela utilização do gerenciador de pacotes do Arch Linux deve-se instalar pacotes mínimos importantes à administração e uso do sistema com o comando pacman.

Os pacotes para instalação são o sudo, o bash-completion e o grub, o qual deve inclusive ser configurado, conforme os comandos a seguir.

Código  29: Comandos de instalação e configuração de pacotes básicos

# pacman -S sudo
# pacman -S bash-completion
# pacman -S grub
# grub-install --target i386-pc --recheck /dev/sdb
# cp /usr/share/locate/en/@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo

Dica: Para a busca automática de outros sistemas operacionais em seu computador, instale o pacote os-prober (pacman -S os-prober) antes de rodar o próximo comando.

 

Criação de um ambiente ramdisk inicial

No caso de ser necessária alguma configuração inicial específica, antes do próximo comando deve-se editar o arquivo mkinitcpio.conf.

Código  30: Comando de configuração de ramdisk

# mkinitcpio -p linux

 

Instalação do microcode

Dependendo do processador em uso (Intel ou AMD) a instalação do microcódigo pode ser realizada com um dos comandos a seguir respectivamente

Código  31: Comandos de instalação de microcódigo

# pacman -S intel-ucode
# pacman -S linux-firmware

 

Geração do arquivo de configuração do Grub

Com o comando grub-mkconfig cria-se o arquivo grub.cfg.

Código  32: Comando de configuração do gerenciador de partida

# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

 

Criar e definir um usuário

Com os comandos useradd e passwd crie um usuário (além do root) para efetuar login no sistema.

Código  33: Comandos de criação de usuário

# useradd -m -g users -G wheel,storage,power -s /bin/bash administrator
# passwd administrator

 

Definir a senha de root

Como o LiveCD provê login automático sem senha, prover uma senha para o usuário root é necessário.

Código  34: Comando de criação de senha do ROOT

# passwd root

 

Edite o arquivo sudoers:

Para incluir os usuários do grupo wheel como permitidos a executar sob sudo, com um editor de textos altere o arquivo /etc/sudoers descomentando a declaração do grupo wheel como mostrado a seguir.

Código  35: Configuração de grupo de sudoers

# nano /etc/sudoers

As linhas

## Uncomment to allow members of group wheel to execute any command
# %wheel ALL=(ALL) ALL

Ficam

# Uncomment to allow members of group wheel to execute any command
%wheel ALL=(ALL) ALL

 

Instalar os componentes de Wi-Fi

Os pacotes wpa-supplicant, networkmanager, e net-tools devem ser instalados.

Código  36: Comandos de instalação e configuração de gerenciamento de rede

# pacman -S wpa-supplicant networkmanager net-tools
# systemctl enable NetworkManager

Uma vez instalados os pacotes, configurar Ethernet ou Wi-Fi.

Verificar os dispositivos de rede reconhecidos com o comando ifconfig, e ativar a interface de rede sem fio se necessário, ou mesmo existente.

Código  37: Verificação de dispositivos de rede instalados

# ifconfig -a

# ifconfig wlp2s0 up

 

Instalar suporte a trackpad (se necessário)

Para instalar o suporte a trackpad deve-se instalar o pacote synaptics.

Código  38: Comando de instalação do controle de trackpad

# pacman -S xf86-input-synaptics

 

Sair de chroot (referido no item 15)

Para sair de chroot basta o comando exit ou a combinação de teclas Ctrl-d.

 

Desmontar as partições (opcional)

Com o comando umount é possível desmontar as partições montadas no processo.

Código  39: Comando de desmontagem de partições

# umount /mnt/var
# umount /mnt/boot
# umount /mnt

Reiniciar o Sistema

Com o comando reboot ou shutdown pode-se reiniciar o sistema que está pronto para a partida desde o(s) disco(s) rígido(s).

Código  40: Comando de reinicialização do sistema

# reboot
ou
# shutdown -r now

Pós-instalação

Como já referido dependendo da aplicação para o sistema diferentes pós-instalações podem ser executadas, incluindo a instalação de pacotes específicos.

Temos a seguir algumas possibilidades de configuração pós-instalação que não necessariamente direcionam, ou limitam, a aplicabilidade de um sistema.

  • Endereço IP fixo
  • Atualização de pacotes instalados
  • Pacote adicionais
    • tree
    • dos2unix
    • openssh-server
  • Ajustes no FS para trabalho em equipe
  • Ajustes do skel e seus componentes
  • Geração de chaves de autenticação RSA para usuários

Segue um breve extrato destes ajustes de configuração, no entanto, para todos os efeitos o plano de configuração deveria conter mais algumas informações relacionadas a seguir.

Plano de Instalação complemento

Endereçamento IP:

Tabela 3: Complemento do plano de instalação

ItemValor
Modo IPestático
Endereço IP192.168.0.9
Máscara255.255.255.0
Broadcast192.168.0.255
Gateway192.168.0.1
DNS 18.8.8.8
DNS 28.8.4.4
DNS 3192.168.0.1

IP Fixo

O Arch Linux por padrão inicia com as interfaces de rede operando em DHCP, isso torna necessário desativar o serviço dhcp e desativar a interface. Com os comandos a seguir estas tarefas são realizadas.

Código  41: Desativação do serviço de DHCP

# ip link set <interface> down
# systemctl stop dhcpcd.service
# systemctl disable dhcpcd.service

Criar o arquivo com as configurações da interface (p. ex.: /etc/netctl/enp0s3) utilizando um editor de textos. O conteúdo de tal arquivo pode se parecer com o mostrado abaixo.

Código  42: Configuração para uso de IP fixo

Interface=enp0s3
Connection=ethernet
IP=static
Address=('192.168.0.9')
Gateway=('192.168.0.1')
DNS=('8.8.8.8' '8.8.4.4' '192.168.0.1')
TimeoutUp=10
SkipNoCarrier=yes

Ativar a configuração e torná-la automática com os comandos

Código  43: Comandos de ativação da configuração de IP fixpo

# netctl start ens32
# netctl enable ens32

 

Atualização do sistema

O gerenciador de pacotes do Arch Linux é o pacman. Para manter o sistema atualizado é necessário a intervalos regulares executar o comando pacman -Syu que efetua o sincronismo com repositórios e as atualizações necessárias.

Pode vir a ser também uma boa prática de manutenção a execução do comando pacman -D -k para verificar a consistência interna da base de dados de pacotes.

 

Instalação de pacotes adicionais

O Arch Linux após instalado não conta com alguns itens que podem vir a ser de extrema utilidade na administração e uso do sistema, devido a isso é extremamente recomendado que alguns sejam instalados, outros são apenas recomendáveis.

Os pacotes de grande importância são openssh e cron.

openssh – Serviço de ssh para acesso remoto ao sistema

Instala-se com o comando pacman -Sv openssh.

cron – Serviço de agendamento de tarefas

Instala-se com o comando pacman -Sv cron, ao ser solicitado o provedor do pacote seleciona-se a opção do repositório core.

Os pacotes recomendáveis são tree e dos2unix.

tree – Comando que exibe de forma visual a árvore de diretórios

Instala-se com o comando pacman -Sv tree.

dos2unix – Comando de conversão do padrão de fim de linha DOS/Mac/Unix

Instala-se com o comando pacman -Sv dos2unix.

vim – Editor de texto melhorado

Instala-se com o comando pacman -Sv vim.

mlocate – Procura arquivos por nome (comando locate)

Instala-se com o comando pacman -Sv mlocate.

 

Ajustes do skel e seus componentes

O diretório /etc/skel, e seu conteúdo, é o modelo para replicação ao criar um novo usuário, portanto personalizar este diretório pode simplificar consideravelmente o esforço de inclusão de novos usuários, que por sua vez poderão personalizar seus diretórios home a seu gosto.

O arquivo .bashrc pode ser editado para conter o seguinte conteúdo:

Código  44: Conteúdo sugeridpoop para o arquivo .bashrc

# Habilita suporte a cores de ls e adiciona aliases uteis
if [ -x /usr/bin/dircolors ]; then
    test -r ~/.dircolors && eval "$(dircolors -b ~/.dircolors)" || eval "$(dircolors -b)"
    alias ls='ls --color=auto'
 
    alias grep='grep --color=auto'
    alias fgrep='fgrep --color=auto'
    alias egrep='egrep --color=auto'
fi
 
# Mais alguns aliases de ls
alias ll='ls -AlF'
alias la='ls -A'
alias l='ls -CF'
 
# Caso vim esteja instalado
locate vim >& null
[ $? ] && alias vi='vim'

 

Ajustes no FS para trabalho em equipe

O comportamento padrão do sistema de arquivos (file system ou fs) pode não ser apropriado para o trabalho em equipes, situação que pode ser alterada com a edição do arquivo /etc/login.defs e com a reconfiguração de direitos de usuários concedendo direito de escrita a grupos.

Código  45: Comando de configuração de UMASK e direitos no file system (FS)

# vi etc/login.defs

Fazendo

      UMASK       0002
# find /home -mindepth 2 | xargs chmod -R g+rw
# find /home -mindepth 2 -type d | xargs chmod -R g+rwxs

 

Geração de chaves de autenticação RSA para usuários

Criar chaves RSA pública e privada dos usuários de uso geral é uma forma de poder utiliza-los em processos automatizados devido à dispensa de fornecimento de senha em acessos remotos.

Para gerar as chaves há o comando ssh-keygen, e para implantar a chave pública em outro servidor há o comando ssh-copy-id.

Gerar o par de chaves de cada usuário estando logado como o usuário, com o comando:

Código  46: Comando de geração de chaves de autenticação RSA

# ssh-keygen -t rsa

Ainda logado com cada usuário, implantar as chaves públicas nos servidores remotos devidos com o comando:

Código  47: Comando de implantação de chave RSa pública em servidor remoto

ssh-copy-id -i ~/.ssh/id_rsa.pub login@servidor

É importante observar que o arquivo id_rsa contém a chave RSA privada e que deve ficar protegido contra acessos indevidos, por isso apenas o proprietário pode ter direitos de leitura sobre ele.

É igualmente importante ressaltar que este processo de autorização de acesso é unidirecional e para que seja iniciado pelo outro servidor deve ser implantada sua chave pública no servidor local.

 

 

Conclusão

Neste ponto o sistema está instalado e operativo, com um mínimo de componentes. Deste ponto em diante o sistema pode ser configurado para aplicações específicas diversas.

 

 

Referências

Arch Linux: Uma distribuição simples e leve. Disponível em <http://archlinux.org>, acesso em 07 de out. de 2018

 

João Pedro. Medium. Instalação e Configuração do Arch Linux. Disponível em <https://medium.com/@galdino1993/instala%C3%A7%C3%A3o-e-configura%C3%A7%C3%A3o-do-arch-linux-625c406e56ff>, acesso em 07 de out. de 2018

 

LOPES, Francisco José. CHAVES PÚBLICAS DE AUTENTICAÇÃO: Criptografia assimétrica. Blá do Chico: São Paulo, 2018. Disponível em <http://bladochico.qaplaweb.com.br/?p=176>, acesso em 9 de out. de 2018

 

MAGNUN. Mind Bending. Configuração Básica do Arch Linux Sem Dor. Disponível em <http://mindbending.org/pt/configuracao-basica-do-arch-linux-sem-dor>, acesso em 07 de out. de 2018

 

Rufus – Crie drives USB bootáveis facilmente. Disponível em <https://rufus.akeo.ie/>, acesso em 07 de out. de 2018

 

Wikipedia. i686. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/I686>, acesso em 8 de out. de 2018

Recentemente, uma questão estranha vem atrapalhando as distribuições do Linux que usam o apt para se atualizar (em geral as derivadas do Debian).

Ao executar o comando sudo apt-get update (ou sudo apt update), o processo fica parado ao se conectar a qualquer dos repositórios padrão ou lento ao rastrear e baixar cabeçalhos durante o processo de atualização.

Depois de muitas tentativas de solução e de perseguir pistas falsas (como problemas de DNS, cache e gateway), finalmente, as buscas pela Internet apontaram para uma solução surpreendente.

Anteriormente a solução era mudar o servidor para baixar as atualizações, alterando sources.list (/etc/apt/source.list). Em circunstâncias normais, isso corrigia os problemas, mas não agora.

O problema

Demorou bastante tempo para descobrir isso, mas o problema está no IPv6.

Com o IPv6 ativado, a nova pilha de rede parece tropeçar, especialmente quando tenta atualizar com o apt.

O contorno

Para bloquear uso de IPv6 para operações de atualização (update) com o apt, podemos fazer uma adequação na configuração do apt, criando um arquivo (usamos chama-lo de 99force-ipv4) com a diretiva que define uso exclusivo do protocolo IP desejado, como mostrado a seguir:

sudoedit /etc/apt/apt.conf.d/99force-ipv4

O arquivo deve conter a linha

Acquire::ForceIPv4 "true";

Se for o caso de inibir o uso de IPv4, altere o nome para 99force-ipv6 e use a linha:

Acquire::ForceIPv6 "true";


Caso queira fazê-lo por apenas uma execução existe a possibilidade de uso da opção no comando apt

-o Acquire::ForceIPv4=true

ou

-o Acquire::ForceIPv6=true

conforme o protocolo a ser forçado, como exemplificado para uso de IPv4 a seguir:

apt-get -o Acquire::ForceIPv4=true update
apt-ger -o Acquire::ForceIPv4=true upgrade

Até a próxima